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(Reprodução /  Foto: Daniel Leal-Olivas/AFP)



O chefe do Departamento Antiterrorismo da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, elevou para cinco o número de mortos no atentado registrado nesta quarta-feira nos arredores do parlamento britânico, incluindo entre eles o autor do ataque, que foi abatido pelas forças de segurança.

Rowley indicou também que cerca de 40 pessoas ficaram feridas após o terrorista ter usado um carro para atropelar várias pessoas que caminhavam pela ponte de Westminster, próxima ao parlamento.

Segundo a imprensa local, um Hyundai cinza atropelou várias pessoas na ponte de Westminster antes de seguir até o edifício do parlamento. Após jogar o veículo contra as grades que cercam o prédio, o motorista saiu do carro, esfaqueou um policial e, quando tentava atacar outro agente, foi baleado por outros membros das forças de segurança. Entre os cinco mortos estão o policial e o homem que fez o ataque.

"Trata-se de um incidente terrorista até que saibamos o contrário", afirmou a Scotland Yard, o quartel-general da Polícia Metropolitana de Londres.

Agentes armados isolaram a região do ataque e a polícia solicitou à população para que evite comparecer às proximidades do Parlamento.

"A Polícia pede às pessoas para que evitem as seguintes áreas: a praça do Parlamento, Whitehall, a ponte de Westminster, a ponte de Lambeth, a rua de Victoria", declarou o comunicado.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, presidirá nesta quarta-feira uma reunião do comitê de emergência Cobra, integrado pelos principais ministros do país, que terá como pauta o ataque desta quarta-feira, informou um porta-voz oficial.

O caso ocorreu depois da sessão semanal na Câmara, que realiza perguntas à primeira-ministra. A chefe do governo não foi ferida, segundo fontes da residência oficial de Downing Street. Os deputados chegaram a ficar reunidos na câmara baixa do Parlamento após o ataque, e as sessões foram suspensas.

Testemunhas contaram a veículos de imprensa locais que viram a primeira-ministra britânica sair de maneira apressada e ser colocada em um veículo enquanto eram ouvidos disparos.

O ataque aconteceu no mesmo dia em que a Bélgica e as instituições da União Europeia homenagearam as vítimas dos atentados terroristas de Bruxelas, ocorrido há um ano e que deixaram 32 mortos e 320 feridos.

O tiroteio ocorreu um dia depois que, por motivos de segurança, o Reino Unido se somou aos Estados Unidos na decisão de proibir computadores portáteis e outros aparelhos eletrônicos nas bagagens de cabine de alguns voos diretos procedentes de Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita. Informações do msn.

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