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Adolescente conta que foi mordida por piranha ao tomar banho na Ilha do Rodeadouro (Reprodução / Foto: Arquivo pessoal/ Áurea Mirelly)


Dois adolescentes foram atacados por piranhas no último domingo (23) na Ilha do Rodeadouro, no lado de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As vítimas sofreram mordidas nos pés enquanto tomavam banho nas águas do Rio São Francisco. Eles foram medicados, tomaram vacina antitetânica e passam bem. Entretanto, cobram a sinalização do local para evitar outros ataques a banhistas.

Suzana Irismar Barbosa da Silva, de 19 anos, disse que estava jogando vôlei na área próximo a um restaurante que fica do lado petrolinense, quando entrou na água com o primo e os dois foram mordidos pelos peixes. “O primeiro a ser mordido foi o meu primo e foi uma mordida leve no peito do pé e saiu sangue. A minha foi na parte de baixa do pé e no calcanhar. Ficou a marca dos dentes dela no meu pé. Doeu bastante e saiu sangue. Eu não pretendo mais tomar banho naquele local, fiquei traumatizada, relata.

A adolescente acredita que algumas providências deveriam ser tomadas no local para prevenir outros ataques. “Deveriam isolar área e colocar placas avisando do risco de atraques de piranhas. As pessoas também tem que se conscientizar e não jogar comidas na água. Antes de entrar no rio, eu vi um homem jogando comida na água”, comenta.

Nesta segunda-feira (24), Suzana foi até um posto de saúde em Petrolina para tomar a vacina antitetânica e avaliarem o ferimento. “Disseram que foi um ferimento grave, mas não teve como colocar ponto e pediram para botar o remédio e tomar anti-inflamatório”.

O primo de Suzana, Aroldo Andrade Oliveira Junior, 13 anos, disse que eles foram atacados logo depois que uma moto aquática passou próximo do local que tomavam banho. “Foi um momento que um Jet Ski passou e depois uma piranha veio e me mordeu no peito do pé, doeu bastante. A água estava bem na minha cintura e estava barrenta. Eu não tive coragem de entrar de novo depois disso”, conta.

Segundo o engenheiro de pesca e analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Vanderlei Pinheiro, esses ataques são raros. “Não é frequente, mas podem acontecer. Ano passado, na área do Angari em Juazeiro, na Bahia, aconteceram alguns ataques, mas no local os pescadores costumavam jogar as vísceras do peixe. E onde tem o descarte de alimentação, os peixes vão ficando por lá, e eles podem confundir as pessoas com a comida ou com algum peixe agonizando”, esclarece.

A temperatura da água e a baixa na vazão do rio também podem influenciar o comportamento dos peixes. “A temperatura influencia no comportamento dos animais e as piranhas são animais que são agressivos. Com o aumento da temperatura da água, aumenta também o metabolismo do peixe e eles vão ficando mais vorazes. Outra coisa é que a medida que o rio vai reduzindo, água vai ficando menor e os peixes vão competindo por alimentação”, disse o engenheiro.

De acordo Vanderlei, o ideal é que além de não jogar alimento no rio, fossem tomadas outras medidas. “ Podem tentar capturar essas piranhas, e, por precaução, não deixar as pessoas tomarem banho nessa área”, explica. Informações da Juliane Peixinho / G1 Petrolina.

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