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Imagem de rede social mostraria van que atropelou várias pessoas em La Rambla, em Barcelona (Foto: Reprodução/Twitter/Ricardbellis)


Uma van atropelou várias pessoas em La Rambla, uma das vias mais movimentadas de Barcelona, na Espanha, nesta quinta-feira (17). A polícia afirma que 13 pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas, algumas em estado grave. O caso é tratado como um ataque terrorista. Um suspeito foi preso. Segundo a imprensa local, um outro suspeito morreu em uma troca de tiros.

Segundo o "El País", o motorista da van fugiu caminhando e que o veículo usado no ataque foi alugado por um homem chamado Driss Oukabir, em Santa Perpetua de la Mogada, município perto de Barcelona.

A polícia confirmou que um suspeito foi detido. Segundo o jornal "La Vanguardia", outro suspeito morreu em uma troca de tiros com a polícia em Sant Just Desvern, município próximo a Barcelona.

A mídia espanhola afirmou que o autor do ataque entrou em um restaurante na região, perto do tradicional mercado La Boquería, e clientes foram mantidos como reféns no local. No entanto, a polícia informou mais tarde que ninguém ficou entricheirado.

"Não há ninguém entrincheirado em nenhum bar do centro de Barcelona. Detivemos um homem e o tratamos como um atacante terrorista", disse a polícia.

O jornal local "La Vanguardia" diz que o veículo atingiu as vítimas ao longo de 600 metros. Um segundo veículo, também ligado ao atentado, foi econtrado pela polícia na cidade de Vic, a 70 km de Barcelona.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse no Twitter que a prioridade no momento é atender os feridos e facilitar o trabalho das forças de segurança. As vítimas foram levadas a hospitais da cidade, que pedem doações de sangue, segundo o "El País".

A região foi isolada, e as estações de metrô e trem perto do local do atropelamento foram fechadas. Os pedestres se protegeram nas lojas do local, que é um grande ponto turístico. Pelo menos cinco ambulâncias e mais de 20 carros policiais foram deslocados, de acordo com a agência France Presse.

Ethan Spibey, que testemunhou o atropelamento, contou à rede britânica Sky News os momentos de pavor que viveu. "De repente foi um absoluto caos. As pessoas começaram a correr e gritar, houve explosões altas", relatou ele, que se abrigou em uma igreja da região.

"Eles trancaram as portas, pois não sabem se quem fez isso foi pego. Então eles fecharam as portas e pediram que as pessoas esperem aqui".

As autoridades também pedem que os moradores da cidade e os turistas evitem circular pela região.

Autoridades internacionais, como o presidente americano, Donald Trump, condenaram o ataque pelo Twitter. "Os Estados Unidos condenam o ataque terrorista em Barcelona, Espanha, e fará o que for necessário para ajudar. Sejam duros e fortes, nós amamos vocês", disse Trump.

"Meus pensamentos estão com as vítimas desse ataque terrorista bárbaro na grande cidade de Barcelona e com seus serviços de emergência corajosos", disse Sadiq Khan, prefeito de Londres.

Temporada turística

O incidente acontece no auge da temporada turística de verão em Barcelona, um dos principais destinos turísticos da Europa, que recebe pelo menos 11 milhões de visitantes anualmente.

A prefeitura suspendeu todas as atividades públicas, inclusive a tradicional festa do bairro de Gracia.

Em março de 2004, militantes islâmicos colocaram bombas em vagões de metrô em Madri. O atentado, o mais mortal da história espanhola, deixou 191 mortos e mais de 1.800 feridos. As informações são do G1.

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