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(Foto: Reprodução /  BBC)


A situação crítica vivida por milhares de muçulmanos rohingya é considerada atualmente a crise de refugiados que se agrava mais rapidamente no mundo.

Arriscando suas vidas ao fugir de Mianmar a pé ou pelo mar rumo a Bangladesh, mais de 500 mil já abandonaram suas casas para escapar da perseguição dos budistas na província de Rakhine, no norte do país, desde agosto de 2017.

A Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu as ações militares em Rakhine, motivo do êxodo, como "um exemplo clássico de limpeza étnica".

As Forças Armadas de Mianmar argumentam estar combatendo militantes rohingya e negam ter civis como alvos.

No início do ano, 1 milhão de rohingyas viviam no país, majoritariamente em Rakhine.

Eles são uma das principais minorias étnicas de Mianmar e formam grande parte da população muçulmana.

Mas o governo se recusa a conceder cidadania aos rohingya e chegou, inclusive, a exclui-los do Censo de 2014.

Desde a década de 1970, os rohingya abandonaram Mianmar em números significativos, bem superiores às estimativas oficiais.

Nos últimos anos, antes da recente crise, milhares enfrentavam travessias perigosas para fugir do país, deixando para trás agressões e abusos das forças de segurança.

O último êxodo começou em 25 de agosto, depois que insurgentes rohingya atacaram mais de 30 postos policiais.

Os Rohingyas que chegam à área conhecida como Cox’s Bazaar, um distrito de Bangladesh, dizem ter abandonado Mianmar após tropas, apoiadas por multidões de budistas, queimarem vilarejos, atacando e matando civis.

A Anistia Internacional diz que os militares de Mianmar já mataram centenas de rohingya e abusaram de meninas e mulheres da etnia.

O governo alega que as operações contra os militantes foram encerradas no dia 5 de setembro, mas correspondentes da BBC constataram que elas continuaram após essa data.

Ao menos 288 vilarejos foram parcial ou totalmente destruídos por incêndios no norte de Rakhine após agosto de 2017, segundo análise de imagens de satélite pela ONG Human Rights Watch.

Os registros mostram os vilarejos onde os rohingya viviam foram reduzidos a cinzas enquanto outros próximos permaneceram intactos.

A Human Rights Watch diz que a maior parte dos incêndios considerados criminosos aconteceu no município de Maungdaw, entre 25 de agosto e 25 de setembro, e vários deles acabaram destruídos após 5 de setembro, mesmo depois que a líder de facto de Mianmar, Aung San Suu Kyi, ter dito que as operações haviam sido encerradas.

A ONU assinala que a situação no país é “a crise de refugiados que se agrava mais rapidamente no mundo”.

Antes de agosto, já havia 307,5 mil refugiados rohingya vivendo em campos, assentamentos e comunidades, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A maioria dos rohingya em fuga que chegam a Mianmar – homens, mulheres, crianças, a maioria sem nenhum bem a não ser as roupas do corpo – não têm acesso à ajuda humanitária, água potável, abrigo adequado ou serviços de saúde.

Dos 537 mil refugiados que chegaram desde agosto, 58% são crianças, enquanto 60% dos adultos são mulheres.

O maior campo de refugiados fica em Kutupalong, que passou de 13,9 mil ocupantes para 2 mil nos últimos meses, mas o espaço limitado faz com que sejam criados assentamentos improvisados nos arredores, onde hoje vivem 311,2 mil pessoas – eram 99,5 mil até agosto.

Na região, já existem 14 assentamentos com 10 mil pessoas ou mais. Também foram identificadas 145,6 mil pessoas vivendo em acampamentos em comunidades próximas. As informações são da BBC.

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