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Emileide lembra a morte da filha de 15 anos, no Hospital Dom Malan (Foto: Reprodução / TV Grande Rio)

Familiares, amigos e vizinhos de mães que morreram ou perderam os filhos no Hospital Dom Malan (HDM), em Petrolina, Sertão de Pernambuco, realizaram um protesto nesta quinta-feira (10) contra o atendimento oferecido na unidade de saúde. O hospital é tido como referência em partos de alta complexidade. A manifestação aconteceu no centro da cidade.

Dona Emileide de Souza Carvalho era uma das pessoas que estavam protestando. Há cerca de oito dias, ela perdeu a filha Millian Carvalho da Silva, de 15 anos. A adolescente estava grávida e morreu no Hospital Dom Malan.

De acordo com Emileide, Millian deu entrada no HDM no dia 29 de abril. A garota estava com muitas dores e perdia sangue. A mãe conta que a filha ficou internada durante três dias, dormindo em uma cadeira. Foi aí que ela começou a passar mal. Segundo a mãe da vítima, elas foram informadas que a criança havia morrido. A menina foi então induzida a expulsar o feto, mas não conseguiu e morreu de infecção generalizada. A família alega que houve negligência médica.

“Eu implorava por uma cama para minha filha e isso foi negado. Falavam que tinham casos com mais prioridade do que ela. Minha filha passou a noite com fortes dores, gritava muito e eu ali, sem poder fazer nada. Minha filha me pediu: “Mãe, pelo amor de Deus, pede pra médica fazer o cesário”. Falei com a médica e ela disse que não, ia dar tudo certo. Ia ser parto natural e que as dores eram normais”, descreve Emileide.


Manifestantes protestam contra o Hospital Dom Malan, no Centro de Petrolina (Foto: Leciane Lima / TV Grande Rio)

Histórias parecidas como a de Millian foram mostradas em cartazes e faixas levadas para o protesto. A manifestação começou na Praça 21 de Setembro. Durante o ato, foram feitas três paradas. A primeira foi em frente ao HDM. A segunda aconteceu no Ministério Público. A última parada foi na Câmara de Vereadores, onde os manifestantes pediram apoio aos membros da Casa Plínio Amorim.

Hospital Dom Malan é alvo de protestos (Foto: Amanda Franco/ G1)

O que diz o HDM

Sobre a morte no hospital, o HDM informou, através de nota, que "qualquer óbito de gestantes e crianças é investigado para saber a causa". Além disso, a nota diz que o Dom Malan apresentou uma redução de cerca de 30% nos óbitos maternos, quando comparados os dados de 2016 com 2017. E a ocorrência de morte de mães é de 0,8, número bastante inferior ao índice aceito pela Organização Mundial de Saúde para maternidades de alto risco, que é entre 1,5 e 2, 5%.

"O Dom Malan ressalta que está abastecido de medicamentos e insumos, que os exames estão sendo realizados normalmente e que os protocolos de atendimento, de segurança do paciente e boas práticas na atenção obstétrica e neonatal são integralmente cumpridos. A unidade ainda frisa a importância do fortalecimento da rede materno-infantil na região, com o acompanhamento adequado de pré-natal das gestantes, o que evitaria o agravamento de casos. E, nesse sentido, a Secretaria Estadual de Saúde vem dialogando com os municípios com o intuito de sensibilizar os gestores sobre a importância do fortalecimento da rede de atenção primária para a garantia da realização de atendimentos em seus territórios, com destaque para a rede de atenção materno-infantil e para a efetivação do pré-natal de baixo risco de qualidade nos serviços municipais". As informações são do G1 Petrolina.

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