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Soldados espancam manifestante da oposição ao presidente do Zimbábue (Foto: Reuters/Mike Hutchings)

Ao menos três pessoas morreram nesta quarta-feira (1) em Harare, capital de Zimbábue, nos protestos contra suposta manipulação dos resultados das eleições de segunda-feira. A informação é da emissora de televisão pública do país, a ZBC. O canal, no entanto, não informou detalhes sobre as mortes.

Os protestos começaram depois do anúncio da vitória do partido governista, do atual presidente, Emmerson Mnangagwa, nas eleições legislativas. A revolta piorou porque, segundo a rede britânica BBC, não houve o anúncio do resultado da eleição para presidente — as duas votações ocorreram no mesmo dia.

O candidato do partido Movimento pela Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Nelson Chamisa, então, se autoproclamou vencedor do pleito presidencial. Ele garantiu que a comissão eleitoral do país não publica resultados porque está preparando "resultados falsos".

Partidários de Chamisa, então, tomaram as ruas de Harare e sofreram repressão armada, relatam jornalistas de agências internacional que estão no Zimbábue.

Em resposta, o presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, atribuiu a violência aos apoiadores da oposição. Ele afirmou pela imprensa estatal que os adversários, liderados por Chamisa, são responsáveis pelo caos "preparado para atrapalhar o processo eleitoral".

Como o conflito começou?

Eleitores do Zimbábue foram às urnas pela primeira vez desde a saída de Robert Mugabe do poder. No pleito, estavam em jogo tanto a eleição legislativa quanto a presidencial. O resultado da primeira saiu nesta quarta-feira: o partido de Mnangagwa, o Zanu-PF, que governa o país desde 1980, conquistou a maioria absoluta de deputados.

Porém, o resultado da eleição presidencial ainda não foi divulgado oficialmente. O canal ZEC advertiu que os números finais podem ser divulgados apenas na próxima sexta-feira ou sábado, o que revoltou o MDC.

Assim, na terça, o MDC chegou a reivindicou a vitória presidencial nas urnas, mesmo sem o resultado oficial ter saído.

Presidente do Zimbábue, Mnangagwa, deixa local de votação nas eleições desta segunda-feira (30) em Kwekwe (Foto: Philimon Bulawayo/Reuters)

"Recebemos os resultados de nossos colaboradores (...). Os resultados mostram, para além de qualquer dúvida razoável, que ganhamos as eleições e que o próximo presidente do Zimbábue será Nelson Chamisa", afirmou um dos principais líderes do MDC, Tendai Biti, que citou o candidato do partido.

Já o presidente Mnangagwa, que aspira o segundo mandato, se mostrou confiante na vitória: "As informações obtidas por meus representantes são muito positivas", disse Mnangagwa.

A disputa entre as duas maiores forças do poder no Zimbábue, então, ultrapassou o plano político com a repressão armada aos manifestantes que foram às ruas em Harare. Houve confronto entre manifestantes e a polícia, armada e equipada com canhões de água. Alguns manifestantes jogaram pedras em policiais, que, no início, responderam com gás lacrimogêneo.

Primeira votação pós-Mugabe

Estas eleições foram as primeiras nos últimos 40 anos no Zimbábue sem a presença de Robert Mugabe, obrigado a renunciar em novembro pelo exército e o Zanu-PF, seu próprio partido, depois de passar 37 anos no poder.

Após a chegada ao poder de Mugabe em 1980, as eleições no Zimbábue sempre foram marcadas por denúncias de fraude e por confrontos violentos.

Na véspera da eleição de segunda, Mugabe surpreendeu ao pedir para que os votantes retirem do poder o seu partido e declarou apoio ao opositor Chamisa, de 40 anos, que recentemente assumiu a liderança do MDC, após a morte do dirigente histórico do partido, Morgan Tsvangirai, o eterno rival de Mugabe. As informações são do G1

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