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Paul Steven Perron, de 55 anos, foi preso suspeito de estuprar criança de 11 anos no Recife — Foto: PCPE/Divulgação

Um professor americano, de 55 anos, foi preso em flagrante, na manhã desta sexta-feira (21), suspeito de estuprar uma criança de 11 anos, no Recife. Segundo a Polícia Civil, o estrangeiro pagou R$ 350 para a garota para cometer o crime, que aconteceu em um flat localizado em Boa Viagem, na Zona Sul.

As informações sobre o caso foram repassadas na tarde desta sexta, durante entrevista coletiva, na sede da Polícia Civil, no Recife. Ainda de acordo com a corporação, a jovem teria sido convidada a fazer o programa por uma outra menor, de 13 ou 14 anos.

Na quinta-feira (20), elas teriam ido juntas ao apartamento onde Paul Steven Perron morava. No local, as duas ingeriram bebidas alcóolicas e fizeram sexo com o homem. A polícia informou que o suspeito confirmou que teve relações sexuais com as duas garotas menores de idade.

Durante a coletiva, a delegada Betriz Leite esclareceu que até o momento só foi possível configurar o crime de estupro contra a criança mais nova. Segundo ela, as duas meninas teriam feito sexo voluntariamente, mas é preciso levar em conta a idade da vítima para estabelecer a violência sexual contra uma vulnerável.

"Se a vítima for menor de 14 anos, a gente está falando de estupro de vulnerável. São menores que, ainda que voluntariamente façam sexo, não têm, pela lei, a capacidade de consentir com esse sexo", explica a titular da Delegacia de Boa Viagem.

De acordo com a delegada, a segunda garota envolvida está identificada pela polícia, mas não foi localizada na residência, assim como seus responsáveis. Como a corporação ainda não conseguiu confirmar a idade da menina, não há definição do crime cometido contra essa segunda vítima.

“Ainda não sabemos se ela tem 13 ou 14 anos. Se ela tiver 13, se enquadra como estupro de vulnerável. Se a idade for acima de 14, a gente precisa ver se essa menor foi vítima de uma corrupção. Ainda que ela tenha ido voluntariamente fazer sexo, a gente pode estar falando de um crime de corrupção de menores, em que elas foram vítimas dele ou de outras pessoas que as agenciaram para praticar sexo", afirma a delegada.


Polícia Civil concedeu entrevista coletiva, nesta sexta-feira (21), para falar sobre a prisão do professor americano — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Investigação

A polícia ficou sabendo do caso por meio dos pais da criança, que moram em uma comunidade pobre do Recife e desconfiaram da origem do dinheiro que a filha portava. A irmã mais velha dela também viu fotos da garota nas redes sociais em um apartamento desconhecido e com bebidas alcoólicas.

A polícia informou, ainda, que a garota só confessou o que aconteceu após ser questionada diversas vezes pelos pais.

Em depoimento, a menina informou à polícia que foi convidada pela amiga e aceitou, pois estava querendo comprar objetos. Ela também teria mantido conversas com o homem por meio das redes sociais.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Paul Perron mora na capital pernambucana desde julho de 2017 e é professor da Escola Americana do Recife, no bairro de Boa Viagem. Ele residia no flat onde o crime ocorreu desde que chegou à cidade. O imóvel é alugado pela unidade de ensino para o professor, de acordo com a polícia.

Após a denúncia, o homem foi levado para a delegacia e autuado por estupro de vulnerável. Ele deve passar por audiência de custódia, onde pode ter a prisão preventiva convertida ou não. A pena para o crime varia de oito a 15 anos de prisão.

Segundo a polícia, as investigações devem continuar para identificar se a outra garota também foi vítima do professor e se existem outras meninas violentadas.

Respostas

O Consulado Americano no Recife informou, por meio de nota, ter conhecimento de reportagens sobre a prisão de um cidadão americano. Disse, ainda, que, na ausência de autorização por escrito, não poderia compartilhar detalhes sobre casos específicos com a imprensa.

Por meio de nota, a Escola Americana do Recife informou que está “consternada com a notícia das investigações policiais envolvendo o senhor Paul Perron” e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

A escola informou, ainda, que o professor foi afastado de imediato de qualquer função relacionada à instituição.

“Nossa comunidade escolar é fundada sobre a comunicação e o respeito mútuo. É nossa responsabilidade fazer contribuições positivas para a sociedade. Reiteramos o comprometimento da instituição com a contratação de seus profissionais através de um processo seletivo rigoroso”, diz a nota. As informações são do G1 PE.

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