Polícia Civil prende homem suspeito do desaparecimento de empresária em Porto Ferreira (SP)



 Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução, G1

A Polícia Civil de Porto Ferreira (SP) prendeu, na manhã deste sábado (29), um homem suspeito de envolvimento no desaparecimento da empresária Lucilene Maria Ferrari, de 48 anos. Ele é sócio da mulher em um hotel da cidade e a investigação do caso acontece em segredo de Justiça.

Desaparecimento na véspera de Natal

Lucilene desapareceu no dia 24 de dezembro e o próprio sócio registrou o caso na delegacia dois dias depois, segundo a advogada da família, Sandra Petorini.

A Polícia Civil abriu inquérito e interrogou o homem, mas ele entrou em contradição, segundo a advogada.

“O Vanderlei disse que ela iria passar a véspera do Natal com a família em Descalvado, mas é mentira porque a mãe dela conversou com ela no dia 24 de dezembro, na hora do almoço, dizendo que estava indo para Descalvado. Perguntou se ela queria ir junto e a Lucilene disse que não, que ela iria passar o Natal com o Vanderlei”, disse a advogada.

Ainda segundo a advogada, a localização do celular de Vanderlei aponta que ele estava em uma área de mata no dia 25 de dezembro. Contudo ele afirma que estava no hotel. A polícia também coletou amostras de sangue no hotel, mas os resultados não foram divulgados, segundo Sandra.

“Agora, o delegado, valendo-se de perícias e provas técnicas colhidas nos autos, além de todas as contradições que o Meneses apresentou durante o período em que foi ouvido, chegou a conclusão e decretou a prisão dele, mas ainda não está fechado o inquérito”, afirmou.

Prisão

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão temporária expedido pela 2ª Vara Criminal, mas não detalhou a acusação.

“O suspeito foi encaminhado para realização de exame de corpo de delito e permaneceu detido à disposição da Justiça. As investigações prosseguem pela Delegacia de Porto Ferreira, em segredo de Justiça”, informou em nota.

Família espera encontrar corpo

A família suspeitava de Vanderlei desde o início da investigação. Primo da empresária, disse que a prisão foi um alívio. Ele afirma que o homem nega, mas se relacionava com a prima há 3 anos.

“Pelas provas e vídeos que temos, nós temos certeza de que ela foi assassinada, agora nós queremos encontrar o corpo, ver o que ele fez”, disse.

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