Russos concedem a Putin direito de permanecer no poder até 2036, mostram resultados parciais

Os russos aparentemente abriram caminho para o presidente Vladimir Putin permanecer no poder até 2036, aprovando com folga um pacote de mudanças constitucionais que também irá aumentar os valores das aposentadorias, mostraram os resultados parciais de uma votação nacional nesta quarta-feira.

Os resultados oficiais, com quase um terço do votos apurados, indicaram que o ex-oficial da KGB, que governa a Rússia há mais de duas décadas como presidente ou primeiro-ministro, facilmente conquistaria o direito de concorrer a mais dois mandatos. Isso significa que ele poderia permanecer presidente por mais 16 anos.

A Comissão Eleitoral Central disse que 74% dos votos apurados eram a favor da mudança na Constituição. Pouco menos de 25% tinham votado “não” dentre os 30% de votos apurados.

Os russos foram incentivados a votar com sorteios de prêmios oferecendo apartamentos e uma campanha publicitária destacando outras mudanças constitucionais no mesmo pacote de reformas, como proteção das aposentadorias e a proibição a casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Pagamentos de 10.000 rublos (141 dólares) foram feitos para aqueles com crianças, sob ordem de Putin, enquanto as pessoas seguiam para locais de votação nesta quarta-feira, no último dia da votação, que foi realizada por sete dias para tentar limitar a propagação do coronavírus.

“Votei pelas emendas à constituição”, disse Mikhail Volkov, morador de Moscou. “Precisamos de mudanças radicais e sou a favor deles.”

Outros votaram pelas mudanças com menos entusiasmo.

“Sendo honesta, eu não li sobre as emendas”, disse Lyudmila, outra eleitora. “Qual o sentido de votar se eles já decidiram por você. É assim em nosso país — leia alguma coisa e vote. Eu votei.”

A participação foi de cerca de 65%, afirmaram as autoridades eleitorais. O comparecimento exigido é de, pelo menos, 50%, e as emendas serão aprovadas se forem apoiadas por uma maioria simples dos eleitores.   As informações são da Reuters.

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