"A cura está chegando", diz 1ª pessoa dos EUA a receber vacina contra Covid-19

Mark Lennihan/Pool via REUTERS


Uma enfermeira de unidade de terapia intensiva (UTI) se tornou a primeira pessoa dos Estados Unidos a receber a vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech, nesta segunda-feira, dizendo que ela é um sinal de que “a cura está chegando” no momento em que o número de mortos de coronavírus no país se aproxima de 300 mil.

Sandra Lindsay, que tratou alguns dos pacientes de Covid-19 mais graves durante meses, recebeu a vacina no Centro Médico Judeu de Long Island, localizado no distrito de Queens da cidade de Nova York, um epicentro precoce do surto norte-americano de Covid-19, e foi aplaudida em uma transmissão virtual ao vivo com o governador nova-iorquino, Andrew Cuomo.

“Não foi nada diferente de receber qualquer outra vacina”, disse Lindsay. “Sinto-me esperançosa hoje, aliviada. Sinto que a cura está chegando. Espero que isto marque o começo do fim de uma época muito dolorosa de nossa história. Quero instilar a confiança pública de que a vacina é segura.”

Cuomo tuitou uma foto de Lindsay, de máscara e olhar firme, enquanto uma médica a injetava no braço e disse que ela foi a primeira norte-americana a ser vacinada.

“Este é o aspecto dos heróis”, escreveu o governador.

Minutos depois de Lindsay receber a injeção, o presidente dos EUA, Donald Trump, tuitou: “Primeira Vacina Administrada. Parabéns, EUA! Parabéns, MUNDO!”

O Northwell Health, o maior convênio de saúde de Nova York, opera alguns dos hospitais mais seletos do país que estavam administrando as primeiras inoculações de uma vacina contra Covid-19 fora de testes clínicos nesta segunda-feira.

A vacina, desenvolvida pela Pfizer e sua parceira alemã BioNTech, obteve aprovação de uso emergencial das agências reguladores federais na noite de sexta-feira depois que se demonstrou que ela é 95% eficaz na prevenção da doença em um grande teste clínico.

As primeiras 2,9 milhões de doses começaram a ser enviadas a centros de distribuição no domingo, meros 11 meses depois de os EUA documentarem suas primeiras infecções por Covid-19.

Até esta segunda-feira, os EUA haviam registrado mais de 16 milhões de casos de Covid-19 e estavam se aproximando rapidamente do marco sombrio de 300 mil mortos pelo vírus.

“Foi uma manhã incrível. É histórico”, disse o doutor Leonardo Seoane, falando em uma live depois de se tornar um dos primeiros moradores da Louisiana a receberem a vacina no Centro Médico Ochsner de Nova Orleans, onde comandou alguns dos testes clínicos do medicamento da Pfizer.    
Essas informações são da Reuters.


Por Jonathan Allen, Gabriella Borter, Lisa Lambert, Lisa Baertlein, Nandita Bose e Brendan O’Brien. 

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