Chuva histórica na região de Nova York deixa mortos

Enchentes em Nova York por conta do furacão Ida — Foto: Mike Segar/Reuters


Ao menos 14 pessoas morreram em Nova York e em Nova Jersey devido à tempestade tropical Ida, que já deixou outras seis mortes e causou um rastro de destruição no sul dos Estados Unidos.

A rede de televisão NBC fala em 22 mortos nos dois estados e o jornal "The New York Times", em ao menos 20 mortos.

O Ida atingiu o país como um furacão de categoria 4 no domingo (30), exatos 16 anos após o Katrina devastar a Louisiana e o Mississippi, e foi rebaixado para tempestade tropical na segunda-feira (30), mas continua causando estragos.

Há mortos também nos estados de Maryland, Filadélfia e Connecticut, também no nordeste dos EUA, e no Alabama, no Mississippi e na Louisiana, no sul. Mais de um milhão de pessoas estão sem energia elétrica em seis estados.

Chuva histórica

A cidade de Nova York registrou a maior quantidade de chuva em um dia em pelo menos 152 anos.

Foram mais de 18 centímetros de água no Central Park, segundo a rede de televisão CNN, o maior número desde 1869 (quando as medições começaram) e quase o dobro do recorde anterior (9,75 centímetros em 1927).

Foram registrados quase 9 centímetros de chuvas em apenas uma hora na noite de quarta-feira (1º), superando de longe o recorde anterior de 4,9 centímetros, registrado na passagem do furacão Henri, há apenas 11 dias.

A cidade de Newark, em Nova Jersey, também teve um novo recorde diário de chuva na quarta-feira (1º): 21,3 centímetros, quase o quádruplo do recorde anterior (5,6 centímetros em 1959). O aeroporto da cidade chegou a suspender voos devido à quantidade de chuvas.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, e o governador de Nova Jersey, Phil Murphy, declararam estado de emergência. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, também declarou emergência na cidade.

"Chuvas recordes em toda a cidade, enchentes brutais e condições perigosas em nossas estradas", afirmou de Blasio ao declarar emergência. "Fique longe do metrô. Fique fora das estradas. Não dirija nessas águas pesadas".

Mortes em porões

O prefeito e a polícia de Nova York confirmaram nove mortes na cidade, incluindo uma criança de 2 anos e uma idosa de 86 anos. Outros cinco óbitos foram relatados em Nova Jersey.

Algumas pessoas morreram afogadas em apartamentos subterrâneos no bairro do Queens, onde porões são convertidos ilegalmente em moradias improvisadas.

As chuvas também causaram inundações e interromperam quase todas as linhas do metrô, que ficaram completamente alagadas. Estradas e avenidas ficaram intransitáveis.

No estado de Nova Jersey, o um homem de 70 anos morreu após o veículo em que estava ser arrastado pela água, segundo o prefeito da cidade de Passaic, Hector Lora.

Outras quatro pessoas foram encontradas mortas em um complexo de apartamentos na cidade de Elizabeth, vizinha a Newark, nesta quinta-feira (2).

Rastro de destruição pelos EUA


Os tornados gerados pelo Ida atingiram partes dos estados da Pensilvânia e de Nova Jersey — onde várias casas ficaram destruídas, em Mullica Hill. Há mortos também nos estados de Maryland, Filadélfia e Connecticut.

Desde domingo (30), o Ida já causou um rastro de destruição também nos estados de Louisiana, Mississippi e Alabama, deixando ao menos seis mortos e muito prejuízo.

Quase 1,2 milhão de residências estão sem luz em seis estados nesta quinta, segundo o site PowerOutage.us, que compila a falta de energia no país:

. Louisiana: 928,3 mil
. Pensilvânia: 99,7 mil
. Nova Jersey: 61,5 mil
. Nova York: 42,9 mil
. Mississippi: 37,3 mil
. Connecticut: 17,9 mil

O Ida atingiu os EUA como um furacão de categoria 4 no domingo (30), exatos 16 anos após o Katrina devastar a Louisiana e o Mississippi e deixar 1,8 mil mortos e bilhões em prejuízos.

Com ventos de 230 km/h, o Ida foi o 5º furacão mais forte da história a atingir o país, segundo a agência de notícias Associated Press.

Autoridades dizem que o número de mortos poderia ter sido muito maior não fosse o sistema de diques que foi construído ao redor de Nova Orleans após a devastação do Katrina em 2005.

Essas informações são do G1

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