Enterro de mãe e filha assassinadas no Sol Nascente está marcado para este sábado (25), em Taguatinga (DF)

Mãe e filha desapareceram após saírem para tomar banho em córrego do Sol Nascente, no DF — Foto: Arquivo pessoal


O enterro dos corpos de Shirlene Ferreira da Silva, de 38 anos, e da filha Tauane Rebeca da Silva, de 14 anos, assassinadas a facadas após saírem de casa para tomar banho em um córrego, no Sol Nascente, no último dia 9 está marcado para as 15 h deste sábado (25), no Cemitério de Taguatinga, no Distrito Federal. O Instituto de Medicina Legal (IML) liberou os corpos nesta sexta-feira (24).

Os corpos foram encontrados, parcialmente enterrados, na última segunda (20), perto de uma cachoeira, a cerca de 500 metros do local onde moravam. Antes disso, durante 10 dias, policiais civis e bombeiros fizeram buscas na região sem sucesso. Até esta sexta ninguém havia sido preso.

Por causa do estágio avançado de decomposição dos corpos, a previsão é que não haja velório. Shirlene estava grávida de quatro meses.

No local onde os cadáveres foram encontrados, a polícia encontrou uma blusa que, segundo a família, não pertencia às vitimas. A mochila de Shirlene desapareceu.

Suspeita de crime sexual

O delegado-chefe da 19 DP, Gustavo Araújo, conta com os laudos da perícia devem ficar prontos na próxima semana. O mais esperado é o que analisa se há vestígios de pele do agressor debaixo das unhas das vítimas, o que pode dar pistas para identificar quem cometeu os assassinatos.

Foram solicitados ainda exames para tentar localizar material biológico, como sêmen. Mas a demora para encontrar os corpos, segundo o delegado, pode afetar o resultado.

"Se tivesse achado rápido, os exames periciais poderiam dar mais elementos pra gente. Vai demorar. Não vai ser fácil não", disse Araújo ao g1, na última quarta-feira (22).

Segundo o delegado, mãe e filha podem ter sido obrigadas a ir até o local onde os corpos foram encontrados. O policial aponta que elas podem ter tentado tentado resistir e, por isso, acabaram mortas.

"Acredito que seja mais de um [criminoso] porque lá onde enterraram, não dava para arrastar muito, não. Elas foram mortas lá mesmo", disse o investigador.

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