Caso Beatriz: mãe da menina diz que DNA não é 'suficiente' para determinar autor do crime

Foto: Reprodução / g1 Petrolina


Após a identificação e confissão do suspeito do assassinato de menina Beatriz Angélica Mota, a mãe da menina, Lucinha Mota realizou uma live em uma rede social. Para ela, o crime ainda precisa de respostas para ser considerado elucidado.

"No inquérito de Beatriz, não cabe um inocente. Não cabe. Aqui no inquérito de Beatriz só cabe os culpados. Se foi feito exame de DNA, se deu positivo, tem outros elementos que precisam ser confirmados, principalmente a motivação do crime, porque não vem a polícia dizer que ele é um doido que estava no meio da rua e entrou no colégio, não. Não venham. Não venham com esse argumento porque comigo não cola, não. Ninguém entra no colégio Auxiliadora sem ser conduzido por alguém, principalmente para entrar naquelas salas ali. O DNA por si só não é suficiente."

O suspeito apontado como autor do crime pela polícia é Marcelo da Silva, de 40 anos, que está preso por outros crimes.

Visivelmente emocionada durante a live, Lucinha explicou que soube da novidade no caso através da imprensa e ficou surpresa em não ter sido comunicada antes.

Marcelo da Silva, 40 anos, é suspeito de matar a menina Beatriz Mota, em Petrolina, em 2015 — Foto: Reprodução/TV Globo



"A gente está tentando aqui buscar informação, porque eles devem isso a gente. Eu acho isso até desumano por parte da polícia fazer algo nesse sentido e não nos comunicar, porque não custava nada. São quatro delegados que estão no inquérito, um não podia parar para me ligar?"

Segundo Lucinha, a família e advogados de Beatriz participarão da coletiva de imprensa convocada pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, nesta quarta-feira (12).

"Nós estaremos na coletiva amanhã. Nós vamos participar. Nós não fomos informados, mas vamos levar os nossos advogados, nós vamos estar presentes porque a gente precisa de respostas. Já que a polícia não nos dá respostas, vamos para a coletiva. E vamos também ter acesso ao inquérito, para a gente poder saber também o que está acontecendo".

No mês de dezembro, os pais de Beatriz realizaram uma caminhada de mais de 700 quilômetros para pedir justiça. Ao chegarem em Recife, os pais de Beatriz, Lucinha Mota e Sandro Romilton, foram recebidos pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que assinou um documento declarando que o governo era favorável à federalização do caso.

Entenda o caso

Beatriz Angélica foi assassinada a facadas dentro da escola onde estudava, durante uma solenidade de formatura que aconteceu na noite do dia 10 de dezembro de 2015. O pai dela era professor de inglês da instituição.

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra.

Ela foi encontrada já morta, com 42 marcas de facadas em um depósito de material esportivo desativado, ao lado da quadra de esportes onde acontecia a formatura.

Ela tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do abdômen da criança.

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