Justiça Eleitoral arquiva inquérito sobre recebimento de caixa dois por Alckmin

FOTO: NACHO DOCE/REUTERS

A Justiça Eleitoral de São Paulo decidiu arquivar o inquérito da Polícia Federal sobre o suposto recebimento de caixa dois pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin durante as campanhas entre 2002 e 2014.

As investigações começaram com a delação do empresário Marcelino Rafart de Seras, ex-presidente da Ecovias, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, que disse ter repassado R$ 3 milhões para campanhas do ex-tucano.

Na esfera criminal, a Polícia Federal em São Paulo concluiu a investigação em fevereiro e enviou o inquérito ao juízo da 1ª Zona Eleitoral. O relatório apontou falta de provas contra o ex-governador, e, por isso, ele deixou de ser indiciado. Segundo a PF, não haveria outros elementos de prova que corroborassem a palavra do delator.

A decisão do juiz eleitoral substituto, Emílio Migliano Neto, cita que "o Ministério Público Eleitoral opinou pelo arquivamento do feito pelo esgotamento da atividade investigativa e diante do transcurso de largo período de tempo entre os fatos e a presente data".

Geraldo Alckmin é cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais deste ano. Em nota, o ex-governador afirmou que suas campanhas "jamais receberam doações ilegais ou não declaradas" e disse lamentar que, em novo ano eleitoral, o noticiário "seja ocupado por versões irresponsáveis e acusações injustas".

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