Boris Johnson faz visita-surpresa a Kiev e se reúne com Zelensky; líder britânico promete aumentar sanções à Rússia

Foto: ASSOCIATED PRESS


O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, realizou neste sábado (9) uma visita-surpresa à Ucrânia, durante a qual reuniu-se com Volodimir Zelensky, em Kiev.

"Juntamente com nossos parceiros, vamos aumentar a pressão econômica e continuaremos a intensificar, semana a semana, as sanções à Rússia", disse Johnson a jornalistas ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, segundo a agência Reuters.

O premiê britânico afirmou ainda que as medidas contra a Rússia incluem banimento de uso de produtos do setor russo de petróleo e gás e prometeu uma ajuda militar adicional à Ucrânia, com o envio de 120 veículos blindados e novos sistemas de mísseis contra embarcações "para ajudar a Ucrânia nesta fase crucial, enquanto continua a ofensiva ilegal da Rússia", conforme divulgado por um comunicado de Downing Street.

"Isso se soma aos £100 milhões em equipamentos militares de alta qualidade anunciados ontem, incluindo mais mísseis antiaéreos Starstreak, outros 800 mísseis antitanque e munições de alta tecnologia para ataques de precisão", disse a nota.

A visita foi primeiramente informada por um assessor do presidente ucraniano, em uma mensagem postada em seu perfil no Facebook.

"A visita de Boris Johnson a Kiev acaba de começar com um encontro com o presidente Zelensky", disse Andriy Sybiha.

Segundo o porta-voz do governo britânico, também foi discutido o apoio de longo prazo do Reino Unido à Ucrânia.

Boris também caminhou com o presidente ucraniano pelas ruas de Kiev na tarde deste sábado. No centro da cidade, o premiê britânico também conversou com civis.

O Ministério da Defesa da Ucrânia elogiou Boris Johnson por ser o primeiro líder do G7 a visitar o país desde o início da invasão, em 24 de fevereiro.

A reunião ocorre um dia após a estação de trem de Kramatorsk, em Donetsk, ter sido alvo de ataque. Mais de 50 pessoas, oito delas crianças, morreram e cerca de 300 ficaram feridas. O governo ucraniano acusa a Rússia de ter realizado deliberadamente o ataque, o que Moscou nega.

Segundo a companhia que administra a malha ferroviária da Ucrânia, dois mísseis atingiram a estação, que estava com mil pessoas.

Um míssil tinha a frase "por nossos filhos" escrita em russo na carcaça. A frase За детей seria usada por separatistas pró-Rússia como forma de vingar as mortes na guerra de 2014, segundo reportagem da agência francesa AFP.

Há três dias, a Ucrânia pede que moradores das cidades do leste da Ucrânia deixem às pressas a região, onde, segundo Kiev, Moscou prepara fortes ataques.

Neste sábado, um total de 4.532 pessoas deixaram as cidades ucranianas por corredores humanitários. A informação foi divulgada pelo vice-chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Kyrylo Tymoshenko.

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