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Combustíveis pressionam deflação de 0,31% em abril, menor índice em 22 anos



Foto: Tony Winston/Agência Brasilia

Puxada pela queda de 9,59% no preço dos combustíveis, o país teve deflação de 0,31% em abril, após ter registrado 0,07% em março. O resultado é a menor variação mensal desde agosto de 1998, quando chegou a -0,51%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (8) pelo IBGE. No acumulado do ano, o IPCA registrou 0,22% e, nos últimos 12 meses, ficou em 2,40%.

O grupo Transportes, que teve queda de 2,66%, apresentou o maior impacto negativo no IPCA de abril, de -0,54 ponto percentual (p.p.). O recuo de 9,59% nos preços dos combustíveis foi puxado pela redução de 9,31% na gasolina, que exerceu o maior impacto individual negativo no índice do mês, de -0,47 p.p.

A gasolina registrou deflação em todas as 16 regiões pesquisadas, sendo a maior em Curitiba (-13,92%) e a menor no Rio de Janeiro (-5,13%). Etanol (-13,51%), óleo diesel (-6,09%) e gás veicular (-0,79%) também apresentaram queda em abril.

"O resultado de abril foi muito influenciado pela série de reduções nos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina, que caiu bastante e puxou o índice para baixo", explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. No período de coleta, houve dois anúncios de diminuição no preço da gasolina: no dia 28 de março, de 5%, e no dia 20 de abril, de 8%.

Por outro lado, as passagens aéreas (15,10%) registraram alta após três meses consecutivos de quedas. O item ônibus urbano (0,11%) foi outro a apresentar variação positiva, em função do reajuste de 5% no preço das passagens em Salvador (1,56%), em vigor desde 12 de março.

Artigos de residência e habitação também contribuem para deflação

Além de transportes, outros cinco grupos tiveram impacto negativo no IPCA de abril. A segunda maior contribuição veio de Artigos de residência (-0,05 p.p.), seguido por Saúde e Cuidados Pessoais (-0,03 p.p) e Habitação (-0,02 p.p.), grupo influenciado pelo recuo nos preços da energia elétrica (-0,76%). Vale lembrar que, em abril, houve a manutenção da bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Nesse item, as áreas apresentaram variações que foram desde a queda de 4,07% em Vitória até a alta de 3,43% em Porto Alegre.

Ainda em Habitação, a variação positiva da taxa de água e esgoto (0,21%) decorre do reajuste médio de 6,23% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,94%), em vigor desde 21 de março. Alguns artigos de limpeza (0,10%) também apresentaram alta.

Preço dos alimentos segue aumentando

A maior contribuição positiva no IPCA de abril (0,35 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (1,79%), que segue aumentando e acelerou em relação ao resultado do mês anterior (1,13%). A alimentação no domicílio passou de 1,40% em março para 2,24% em abril, com destaque para as altas da cebola (34,83%), da batata-inglesa (22,81%), do feijão-carioca (17,29%) e do leite longa vida (9,59%). Já as carnes (-2,01%) apresentaram queda pelo quarto mês consecutivo, com ainda mais intensidade que no mês anterior (-0,30%).

"Há uma relação da restrição de oferta, natural nos primeiros meses do ano, e do aumento da demanda provocado pela pandemia de Covid-19, com as pessoas indo mais ao mercado, cozinhando mais em casa", aponta Kislanov.

A alimentação fora do domicílio, por sua vez, passou de 0,51% em março para 0,76% em abril, influenciada pela alta do lanche (3,07%). A refeição registrou deflação (-0,13%) pelo segundo mês consecutivo. A queda havia sido de 0,10% em março.

Nos índices regionais, 14 das 16 áreas pesquisadas apresentaram deflação em abril. Curitiba registrou o menor índice (-1,16%), por conta da queda nos preços da gasolina (-13,92%). Tiveram inflação o Rio de Janeiro (0,18%), em função das altas nos preços das passagens aéreas (15,83%) e da energia elétrica (1,33%), e Aracaju (0,15%).

Coleta segue à distância

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de março a 29 de abril de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 3 a 30 de março de 2020 (base). Em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail. As informações são da Agência IBGE.

Inflação desacelera para 0,07%, a menor para março desde o início do Plano Real



Foto: Eduardo Peret/Agência IBGE Notícias

A inflação oficial do país desacelerou para 0,07% em março, depois de registrar alta de 0,25% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (9) pelo IBGE. Esse é o menor resultado para o mês de março desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No ano, o indicador acumula alta de 0,53% e, nos últimos 12 meses, 3,30%.

O IPCA mostra que comer em casa ficou mais caro. Os preços do grupo alimentos e bebidas aceleraram de 0,11% em fevereiro para 1,13% em março, principalmente por conta da alimentação no domicílio (1,40%). “Os números sugerem que as pessoas estão comprando mais para se alimentar em casa, o que indica que não estão saindo para comer”, comentou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

As maiores altas foram registradas nos preços da cenoura (20,39%), da cebola (20,31%), do tomate (15,74%), da batata-inglesa (8,16%), do ovo de galinha (4,67%). Já as carnes caíram (-0,30%) pelo terceiro mês consecutivo, embora o recuo nos preços tenha sido menos intenso na comparação com fevereiro (-3,53%).

A maioria dos outros grupos que compõem o indicador também registraram alta, com destaque para educação (0,59%), que apresentou a segunda maior variação positiva, seguida da habitação (0,13%), vestuário (0,21%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e comunicação (0,04%). Despesas pessoais recuou 0,23%.

Embora a maior deflação tenha sido registrada nos artigos de residência (-1,08%), a maior contribuição negativa (-0,18 p.p.), que puxou a inflação para baixo, foi do grupo dos transportes (-0,90%), com mais um recuo nos preços das passagens aéreas (-16,75%) e dos combustíveis (-1,88%). Todos os combustíveis caíram em março: etanol (-2,82%), óleo diesel (-2,55%), gasolina (-1,75%) e gás veicular (-0,78%).

Os preços das passagens aéreas já vinham em queda nos últimos meses. Por isso, ainda não é possível afirmar se o recuo deste mês tem relação com o coronavírus. “A variação de março reflete uma coleta de preços que foi feita em janeiro para quem ia viajar de avião no mês de março, portanto, não podemos afirmar se há relação com a pandemia. Parece que foi pela demanda mesmo”, disse Kislanov.

Quatro regiões tiveram deflação

Entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE, quatro tiveram deflação em março. O menor índice ficou com Goiânia (-0,74%), por conta das quedas nos preços da energia elétrica (-6,67%) e da gasolina (-3,25%). Em seguida vem Porto Alegre (-0,32%), Brasília (-0,22%) e Belém (-0,16%).

Já o maior resultado foi registrado no município de Campo Grande (0,56%), em função das altas no tomate (21,20%) e na gasolina (0,52%). Rio de Janeiro (0,46%), Aracaju (0,41%), São Luís (0,37%) e Recife (0,31%) também apresentaram as maiores taxas de inflação.

INPC tem alta de 0,18% em março

O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos. O indicador teve alta de 0,18% em março, acima do 0,17% registrado em fevereiro. No acumulado do ano, o INPC variou 0,54% e, nos últimos 12 meses, teve alta de 3,31%.

Coleta de preços remota

Essa é primeira divulgação do IPCA e do INPC feita com preços coletados de forma remota. No último dia 18 de março, o IBGE suspendeu a coleta presencial nos locais de compra devido à pandemia do coronavírus. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

Segundo Pedro Kislanov, a suspensão da coleta presencial reduziu a quantidade de preços coletados, mas isso não gerou problemas para a análise. “Conseguimos contornar as dificuldades com a coleta remota. Em alguns casos, a resposta foi muito positiva, como nos postos de combustíveis, em que boa parte dos preços foram coletados por telefone. Assim como outros institutos de estatísticas do mundo, estamos buscando maneiras de evitar uma redução drástica da nossa amostra”, concluiu ele. As informações são da Agência IBGE.

Presença do feijão nos domicílios brasileiros cai pela metade em 15 anos



(Foto: Montieur Monteiro / Petrolina News)

O arroz com feijão, dupla clássica na alimentação do brasileiro, teve uma redução considerável nas quantidades adquiridas no consumo domiciliar. É o que mostra uma análise histórica do módulo Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018, divulgada hoje (3) pelo IBGE. Em 15 anos, a quantidade média per capita anual de feijão caiu 52%, variando de 12,394 kg, na edição 2002/2003 da pesquisa, para 5,908 kg em 2017/2018. Já a quantidade de arroz caiu 37% nesse período, indo de 31,578 kg para 19,763 kg.

Para o analista da pesquisa, José Mauro de Freitas, a queda na aquisição desses dois produtos é bastante significativa e pode ter múltiplas causas, como o aumento da importância da alimentação fora de casa e as mudanças de hábitos alimentares. “Questões econômicas como a variação de preços e da renda também são importantes e devem ser consideradas”, analisa.

Embora a pesquisa aponte a queda na aquisição dos dois produtos, José Mauro chama atenção para a relevância que eles ainda têm na mesa dos brasileiros. “É importante também notar que tanto o arroz quanto o feijão ainda contribuem significativamente na composição das calorias disponíveis dos produtos in natura adquiridos pelas famílias brasileiras. Até mesmo quando consideramos as calorias totais. O arroz, por exemplo, contribui com 15,6% e o feijão com 4,3%”, explica.

Assim como o feijão e o arroz, outros produtos também tiveram uma queda relevante. A farinha de mandioca (2,332 kg por pessoa/por ano), por exemplo, teve sua aquisição média per capita caindo em 70% entre a POF 2002/2003 e 2017/2018, enquanto a farinha de trigo caiu 56% no mesmo período. Esses foram os produtos que apresentaram o maior percentual de queda. Já o leite teve uma redução de 42%, indo de 44,405 kg para 25,808 kg.

Nesse mesmo período, os produtos que se destacaram no aumento de suas quantidades per capita média adquiridas foram os ovos (94%), os alimentos preparados e misturas industriais (56%) e as bebidas alcoólicas (19%). Para o pesquisador do IBGE, o aumento na aquisição dos ovos pode ser explicado por uma mudança de percepção da sociedade em relação ao alimento, que, de acordo com ele, não era considerado saudável na época em que a POF 2002/2003 foi feita.

“Se isso era científico ou não é uma outra discussão. O fato é que, de lá para cá, o ovo, pelo menos, publicamente, deixou de ser um alimento a ser evitado. Por uma outra perspectiva, os ovos são uma fonte comum de substituição de proteína animal quando os preços das carnes aumentam. Se é uma substituição econômica ou mudança de hábitos alimentares é difícil dizer. O que a pesquisa mostra, e esses são os dados, é que a aquisição de ovos aumentou significativamente”, afirma o pesquisador.

Classe de maior rendimento adquire 125% mais frutas do que a média nacional

A pesquisa também analisou as quantidades adquiridas de alimentos para consumo domiciliar de acordo com recortes como, por exemplo, a diferença entre as áreas urbana e rural do país, as grandes regiões e classes de rendimento.

Na análise por classes de rendimento, os únicos grupos de produtos que apresentaram médias maiores que a média nacional nas duas faixas de rendimentos totais mais baixas foram cereais e leguminosas (30,505 kg e 30,086 kg), farinhas, féculas e massas (12,897 kg e 12,245 kg) e pescados (3,359 kg e 3,091 kg). Já a aquisição média per capita da classe de maior rendimento total supera em mais de 70% a média nacional nos grupos de laticínios (75%), hortaliças (87%), bebidas e infusões (115%), frutas (125%) e alimentos preparados e misturas industriais (187%).

Região Sul supera média nacional em sete dos 17 grupos de alimentos

A região Sul apresentou médias acima da nacional e das outras regiões para sete dos 17 grupos, com destaque para laticínios (48,271 kg), frutas (31,931 kg), hortaliças (31,333 kg) e carnes (25,566 kg). O Centro-Oeste também se destacou na aquisição de carnes (24,503 kg) e superou as médias nacional e das outras regiões no grupo cereais e leguminosas (32,661 kg).

A aquisição do grupo pescado foi maior no Norte, com média de 9,855 kg, superando também a média nacional. Outros grupos que apresentaram as maiores médias na região Norte foram aves e ovos (19,907 kg), farinha, féculas e massas (17,889 kg) e cocos, castanhas e nozes (9,530 kg).

A região Sudeste se destacou nas médias das aquisições de laticínios (38,449 kg), hortaliças (25,011 kg), panificados (18,170 kg) e alimentos preparados e misturas industriais (5,118 kg), todas acima da média nacional. Já no Nordeste, os destaques são os grupos de bebidas e infusões (67,517 kg) e cereais e leguminosas (31,906 kg). No entanto, a região também apresentou a menor aquisição per capita do grupo carnes (18,664 kg), cerca de 10% menor que a média nacional (20,762 kg).

Área rural adquire mais cereais e leguminosas que zona urbana

A área rural se destacou na aquisição dos grupos cereais e leguminosas (40,268 kg, aproximadamente 45% maior do que a média nacional), farinhas, féculas e massas (19,390 kg) aves e ovos (19,101 kg) e açúcares, doces e produtos de confeitaria (18,333 kg).

O grupo frutas apresentou uma diferença expressiva entre as duas áreas: enquanto na situação urbana a aquisição foi de 27,692 kg, cerca de 5% maior do que a média nacional, na área rural foi de 19,026 kg, 28% menor que a média nacional.

Na área urbana a aquisição do grupo bebidas e infusões (56,807 kg) foi cerca de 8% maior que a média nacional e a do grupo panificados foi de 18,706 kg, aproximadamente 6% a mais que a média nacional. As informações são da Agência IBGE.

Após dois meses de queda, volume de serviços cresce 0,6% em janeiro




O volume de serviços no Brasil cresceu 0,6% em janeiro, após dois meses seguidos de queda, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem (25) pelo IBGE. A alta foi puxada pelo setor de transportes, serviços auxiliares e correio, que avançou 2,8% na passagem de dezembro para janeiro, recuperando a perda nos últimos dois meses de 2019.

Em comparação com janeiro do ano passado, o volume de serviços cresceu 1,8%, alcançando a quinta taxa positiva consecutiva. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 1%.

“O setor de transporte, que é o segundo maior peso entre os cinco setores investigados, foi impulsionado pelos transportes ferroviários e rodoviários de carga. Eles estão inseridos no transporte terrestre, que avançou 4% em janeiro, também depois de dois resultados negativos consecutivos”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destacando que o transporte de carga sofre influência do setor industrial, que cresceu 0,9% em janeiro.

Quatro das cinco atividades investigadas na pesquisa tiveram resultado positivo. Além do setor de transportes, tiveram altas outros serviços (1,2%), serviços prestados às famílias (0,7%) e serviços profissionais administrativos e complementares (0,1%). O único setor a apresentar queda no período foi o de informação e comunicação (-0,9%).

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação acompanharam o crescimento verificado no país. São Paulo e Rio de Janeiro, que juntos somam quase 60% de todo o volume de serviços, tiveram queda de 0,3% e 0,4%, respectivamente, na comparação com dezembro.

“Com isso, os destaques positivos vieram do Distrito Federal, com avanço de 7,4%, seguido por Mato Grosso, com avanço de 14,1%, Minas Gerais, que cresceu 2,2% e, por último, Pernambuco, avançando 6,7% frente a dezembro de 2019”, conta Rodrigo. As informações são do IBGE.

IBGE: Durante pandemia, coleta de dados de emprego e inflação será via telefone e internet



Foto: Reprodução

A suspensão da coleta presencial da PNAD Contínua e do IPCA não vai interromper a divulgação de dados sobre emprego e inflação. A partir de hoje, os agentes de pesquisa do IBGE farão a coleta por telefone e pela internet, seguindo as orientações do Ministério da Saúde relacionadas ao quadro de emergência de saúde pública causado pelo novo coronavírus.

PNAD Contínua

Em função do novo coronavírus, o IBGE interrompeu a coleta presencial da PNAD Contínua, pesquisa que mede o desemprego no Brasil e uma série de outros temas fundamentais para a elaboração de políticas públicas. O instituto solicita a compreensão da população para atender a ligação dos agentes de coleta, que seguem trabalhando para realizar a pesquisa.

IPCA

No caso do IPCA, que mede a inflação oficial do país, a coleta será feita manualmente pela internet, para os mesmos produtos, marcas, modelos e formas de comercialização. A substituição da coleta presencial pela coleta manual online abrangerá os subitens pertencentes aos grupos de alimentação e bebidas no domicílio, produtos de higiene pessoal e limpeza, artigos de residência, vestuários masculino e feminino, alimentação fora do domicílio (bares e restaurantes). (Vídeo).

As amostras dos locais de compra já contemplavam a coleta de preços tanto no comércio "online", como em "lojas físicas" do varejo, para eletroeletrônicos (computadores, celulares, TVs etc), bens duráveis em geral (geladeiras máquinas de lavar roupas etc), livros, revistas, artigos de papelaria, jornais etc. Nesses casos, a coleta também será exclusivamente pela internet, efetivada manualmente pelos pesquisadores, em todas as áreas da pesquisa. Como o IBGE já divulgou, preços de passagens aéreas e transporte por aplicativo continuam a ser coletados por webscraping.

Toda e qualquer opção ou possibilidade concernente a novos métodos alternativos de coleta de preços serão, previamente, testados e validados pelo corpo técnico qualificado do IBGE, de acordo com as melhores recomendações metodológicas, com o objetivo de assegurar a preservação da continuidade da série histórica dos índices de inflação.

IBGE abre 208 mil vagas temporárias para agente censitário e recenseador




O Censo Demográfico 2020 entrará de casa em casa para compor um novo retrato da realidade do Brasil. Para executar esta tarefa, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contratar temporariamente 208.695 pessoas, por meio de dois editais de Processos Seletivos Simplificados (PSS) a serem lançados nesta quinta-feira (dia 5). A função que oferece maior número de vagas (180.557) é a de Recenseador, exigindo nível de ensino fundamental. O outro edital visa preencher 5.462 vagas de Agente Censitário Municipal (ACM) e 22.676 vagas de Agente Censitário Supervisor (ACS), ambas as funções de nível médio. As inscrições estarão abertas de 5 a 24 de março, no site do Cebraspe.

A remuneração mensal prevista para o Agente Censitário Municipal é de R$ 2.100,00. Ele desempenha a função de gestor de uma equipe de agentes supervisores e de recenseadores. O Agente Censitário Supervisor receberá R$ 1.700,00 por mês, cumprindo funções técnicas, administrativas e operacionais. Já o Recenseador ganhará por produtividade, a depender da área de coleta de dados e da quantidade de estabelecimentos recenseados.

Desta vez, até mesmo quem trabalhou no IBGE com contrato temporário nos últimos meses poderá participar dos processos seletivos. Portanto, recenseadores e supervisores do Censo Agro 2017 e do Censo Experimental 2019 estão aptos a concorrer novamente, de acordo com a recém-editada Medida Provisória 922/20, que alterou as regras para contratação temporária de pessoal no serviço público federal previstas na Lei 8.745/93.

As provas para ACM e ACS serão aplicadas no dia 17 de maio, nos 4.612 municípios onde há disponibilidade de vagas. No fim de semana seguinte (dia 24 de maio), ocorre em todos os 5.569 municípios do País a prova para Recenseador. A diferença de datas permite ao concorrente participar dos dois processos seletivos. Como todas as cidades brasileiras terão pelo menos um local de prova para a função de Recenseador, não há necessidade de o candidato deslocar-se para um município vizinho. O IBGE realiza as provas de seus processos seletivos usualmente das 13h às 17h, o que permite aos candidatos que residem em municípios de grande extensão ou cujo deslocamento seja mais difícil chegarem aos locais de prova com tranquilidade.

Outra facilidade é que, no momento da inscrição, o candidato pode escolher sua área de trabalho dentro do município. A ideia é que os aprovados estejam perfeitamente ambientados à sua região de trabalho. "O objetivo é direcionar a seleção daqueles candidatos que sejam familiarizados com aspectos básicos desses locais, como acesso, geografia, segurança e características culturais", explica Bruno Malheiros, coordenador de Recursos Humanos do IBGE. "Por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, há vagas para comunidades como Rocinha, Maré e Complexo do Alemão, entre outras. Já em Monte Alegre de Goiás, o candidato a recenseador pode optar por áreas com povos tradicionais, como a Comunidade Quilombola Kalunga", acrescenta.

A taxa de inscrição para as funções de nível médio é de R$ 35,80 e para Recenseador, de R$ 23,61. Os valores podem ser pagos em qualquer banco, casa lotérica ou pela internet.

Ao candidato que obtiver melhor classificação será oferecida a vaga de Agente Censitário Municipal definida para cada Unidade da Federação. Aos demais candidatos classificados serão asseguradas as vagas de Agente Censitário Supervisor definidas para a Unidade da Federação ou Posto de Coleta, obedecida a ordem de classificação. Os resultados das provas serão divulgados nos meses de junho (ACM e ACS) e julho (Recenseador) e as contratações ocorrem logo em seguida. O trabalho de campo do Censo 2020 começa em agosto.

Haverá período de treinamento para recenseadores, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de cinco dias e carga horária de 8h diárias. Os candidatos que tiverem no mínimo 80% de frequência no treinamento farão jus a uma ajuda de custo. O prazo do contrato de trabalho temporário para Recenseador é de três meses, com possibilidade de prorrogação. Para as demais funções, a previsão contratual é de cinco meses. As informações são da Agência de Noticias IBGE.

Administração da Ilha do Fogo deve deixar de ser da prefeitura de Petrolina (PE)

A pesquisa constatou que as Ilhas do Fogo e Rodeadouro pertencem a Juazeiro e a ilha do Massangano a Petrolina. — Foto: Katherine Coutinho / G1

A administração da Ilha do Fogo deve deixar de ser da prefeitura de Petrolina, no Sertão Pernambucano, para se tornar responsabilidade da prefeitura de Juazeiro, no norte da Bahia. A mudança será em decorrência da redefinição dos limites territoriais dos municípios.

De acordo com a prefeitura de Petrolina, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou um estudo para definir os limites entre Pernambuco e Bahia. A pesquisa constatou que as Ilhas do Fogo e Rodeadouro pertencem a Juazeiro e a ilha do Massangano a Petrolina.

A mudança deve ocorrer após finalização do processo que está em andamento, para criação de um Projeto de Lei para regulamentar a divisão.

Confira a nota completa da prefeitura de Petrolina (PE)

"A Prefeitura de Petrolina esclarece que Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou um estudo a pedido do Ministério Público de Pernambuco, para definição dos limites entre Pernambuco e Bahia. Foi constatado que as ilhas do Fogo e Rodeadouro pertencem a Juazeiro (BA), já a Ilha do Massangano pertence a Petrolina. Informa ainda que em outubro foi realizada uma audiência pública com representantes do IBGE, SEI Bahia, Condep-Fiden de Pernambuco e das procuradorias dos dois estados, para discutir a definição dos limites territoriais. Na ocasião, foi definida a criação de um Projeto de Lei para que a divisão seja regulamentada. O processo está em andamento".



Fonte: G1 Petrolina

Levantamento do IBGE mostra que Petrolina (PE) registrou 1.450 casamentos no ano de 2018

Alianças — Foto: Geovane Brito/G1

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (4), dados do Registro Civil referentes ao ano de 2018 em todo país. O levantamento mostrou que em Petrolina, no Sertão Pernambucano foram registrados 1.450 casamentos no ano de 2018.

Em Pernambuco, o número de casamentos chega a 49.454, sendo 49.063 entre homens e mulheres. O número de uniões homoafetivas passou de 156 em 2017 para 391 em 2018 em todo o estado.

O levantamento mostrou ainda que o número de divórcios cresceu cerca de 20% em Pernambuco. Em 2017 foram 7.709 e em 2018, foram 9.683. Em Petrolina, o número foi de 826 divórcios em 2018. As informações são do G1 Petrolina.