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(Reprodução / TV Grande Rio)

A falta de chuva na zona rural piorou a situação dos reservatórios no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas E Clima (Apac), dos 39 reservatórios localizados no Sertão do estado, 36 estão em colapso, como menos de 3% do volume útil. Já dos 185 municípios pernambucanos, 126 decretaram estado de emergência por causa da seca prolongada.
A estiagem é mais visível no campo. No povoado de Uruás, na Zona Rural de Petrolina, o reservatório Vira Beiju, um dos maiores da região, está quase seco. A última vez que o açude encheu foi em 1992. Ele chegou a 8 km de distância e 10 metros de profundidade. Hoje é possível caminhar na água.
Cerca de oito comunidades da região de Petrolina dependem do reservatório Vira Beiju. Com a seca, os agricultores ainda não conseguiram plantar na vazante. “Planto milho, feijão, macaxeira, batata. tudo a gente planta na vazante. Sem água fica difícil. Com água aqui é uma riqueza, tanto para o ser humano, para alimento, quanto para o bicho né. É uma tristeza, a gente sofre e sofre o animal” relata o agricultor Antônio dos Santos.
Segundo o agricultor José Constantino, a água do reservatório que restou não serve nem para matar a sede dos animais. "Essas pessoas estão vivendo com o carro-pipa do exército, porque essa água que tem aqui é água que ninguém bebe. Cada dia que passa está ficando mais difícil. Tem muita gente passando sede porque quando o carro não leva, eles passam sede. Tem gente que está sofrendo, morrendo a criação. Bota para o chiqueiro, quando amanhece o dia é três, quatro mortos por dia, por noite. É uma coisa absurda. A situação da nossa região aqui, a mais grave que tem é essa”, afirma.

No povoado de Terra Nova, os poucos peixes estão morrendo. O agricultor Ivanilson foi obrigado a vender os animais e mudar de profissão por causa da seca." Eu não tinha condições de comprar ração para os animais, a ração está muito cara. como é que ia criar os animais sem água, açude seco, não tem emprego para o povo da roça trabalhar. Como não tinha deixar os bichos morrerem de fome”.
O meteorologista Mário de Miranda explica que desde o ano de 2011 as chuvas diminuíram drasticamente no Sertão pernambucano. "Em média no Semiárido, o ciclo de chuvas dura 13 anos. Em média nós temos de quatro a cinco anos de chuvas acima da média, quatro a cinco anos de chuvas abaixo da média, dois, três dentro da média, um pouco abaixo ou um pouco acima em determinados anos. Esse ciclo ele não é  de 13 anos, ele é variável, mas ele existi e sempre vai se repetir
A tendência é que a situação melhore nos próximos meses. “A expectativa é que vão ocorrer chuvas no mês de março, no mês de abril. Agora para os próximos, a gente a gente ainda não tem uma previsão, e a gente precisa analisar isso com mais cuidado, o que temos é estatística, e que nem sempre funciona. Pela estatística é que nós estamos nessa fase de transição, para mudar desse ciclo baixo, dessa fase com pouca chuva. A tendência nos próximos anos é a gente atinja esse período de maior ocorrência de chuva", explica Mário de Miranda. Informações do G1 Petrolina.

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