Petrolina apresenta médio risco para epidemia da dengue, diz pesquisa

Em 2015 já foram notificados 1.019 casos de dengue.
Dom Avelar, São Jorge e Terras do Sul apresentam maior risco.

Do G1 Petrolina

Petrolina tem sob controle o índice de infestação de dengue   (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)Petrolina apresenta médio risco para epidemia da dengue (Foto: Reprodução/TV Grande Rio)
A cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, apresenta médio risco para epidemia de dengue. O alerta foi dado após a divulgação do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 11 e 15 de maio em vários bairros da cidade. A pesquisa apontou índice de 1,3% para infestação predial do mosquito. Só em 2015 já foram notificados mais de mil casos de dengue.

Entre os bairros com maior riscos estão o Dom Avelar, Terras do Sul e São Jorge, na Zona Leste da cidade. Essas áreas apresentaram índice de 2,8%. Segundo o gerente de endemias do município, Jailson Araújo, ações já foram realizadas nas localidades para reduzir os riscos. “Na pesquisa anterior essa área apresentou 4,4%. Então, já houve uma redução. O problema dessas localidades está relacionado a falta de água e a forma como a população armazena a água, que não é de forma adequada e isso favorece ao aumento do número de criadouros”, esclarece.

Somente no ano de 2015 foram notificados 1.019 casos, sendo 404 confirmados, até o último sábado (16). “Tivemos um aumento de quase de 100% em relação ao mesmo período do ano passado, onde notificamos apenas 660. Atribuímos esse aumento a uma série de fatores. Uma hipótese é de que esteja relacionado a cepa de vírus que está circulando. Acreditamos que seja uma nova cepa e por isso aumentou o número de casos. Mas não podemos afirmar porque não foi feito um isolamento viral para identificar qual vírus está circulando na região”, explica Jailson Araújo.

Com o resultado da pesquisa, as ações de controle e combate ao mosquito serão intensificadas. “Vai servir de instrumento de avaliação e planejamento. Vamos redirecionar as ações de forma integrada. Vamos passar os indicadores para a Secretaria de Infraestrutura, para que priorizem alguns locais na operação Tudo Limpo. Junto com a Secretaria de Educação vamos trabalhar o tema dengue com os professores e alunos. Da mesma forma alertamos as Unidades de Saúde para ficarem atentas em relação aos casos de dengue”, ressalta o gerente de endemias
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