Desde o início do mês, cerca de 800 funcionários estão de aviso prévio.
Hospital Universitário já sente efeitos em relação a atendimentos.
Foi realizada nesta quarta-feira (20), uma reunião no Ministério Público Federal dePetrolina, no Sertão de Pernambuco, para discutir a atual situação do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), na Bahia. No início do mês, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), deixou a gestão da unidade. Na ocasião, o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed-BA) denunciou a demissão em massa de quase 800 funcionários da unidade.
O encontrou reuniu representantes do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Estado da Bahia, do IMIP e do Sindicato dos Médicos da Bahia. A preocupação, é em relação aos atendimentos da unidade hospitalar. Mas, segundo o presidente do Sindmed-BA, Francisco Magalhães, já houve avanço nas negociações com o governo do Estado da Bahia.
“Conversamos com o secretário de saúde do estado e externamos para ele que nem os médicos, nem o Sindicato aceitam qualquer retrocesso. Nós queremos avanço. Então, eles disseram para a gente, afirmaram que não haveria nenhum tipo de retrocesso. Eles garantiram que o padrão do hospital vai até melhorar. Isso para mim é um compromisso. Nós queremos que continue sendo um hospital de referência para a região do Vale do São Francisco", explica o presidente do sindicato.
Com a saída do IMIP, todos os funcionários do HRJ cumprem aviso prévio até o dia 30 de maio. Em nota, a instituição justificou que deixou a gestão porque desde 2012 o repasse financeiro pago pela Secretaria de Saúde da Bahia, não é suficiente para realizar os procedimentos na unidade. O IMIP informou ainda que por causa da situação, o hospital opera com saldo negativo que já chega a mais de R$ 11 milhões por mês.
Já a Secretaria do Estado da Bahia informou que uma nova empresa será contratada para administrar o hospital, garantindo que o atendimento não seja interrompido. Uma das principais preocupações, é de que a unidade, que hoje é referência em atendimento a queimados e pessoas com doenças infectocontagiosas deixe de atender a população.
"O pleito principal é de que os médicos e de que os demais profissionais permaneçam nos seus locais de trabalho para que não tenha descontinuidade dos serviços”, disse Francisco Magalhães.
Segundo o superintendente do Hospital Universitário (HU), Ricardo Pernambuco, parte dos atendimentos do HRJ estão sendo atendidos em Petrolina. “Nós já estamos notando alguma diferença. Já começamos atender pacientes queimados, que não é o perfil do nosso hospital, mas na última semana já realizamos atendimentos a pessoas com queimaduras. E já estamos começando a atender outros pacientes que precisam de cirurgia de urgência, mas que não são decorrentes de traumas. Essas cirurgias antes eram divididas entre o Hospital Regional e o Hospital Universitário", argumenta Ricardo Pernambuco.
Se houver descontinuidade dos trabalhos do HRJ, o superintendente do HU disse que a unidade não tem capacidade para atender a demanda. “Nós passamos por um período extremamente difícil,fizemos concurso para preencher vagas de médicos, mas estamos com deficiência de 41 médicos no hospital. Estamos tendo dificuldade em relação aos insumos. Nós compramos os medicamentos, mas nossos fornecedores não estão entregando. É um período extremante delicado e se o Regional fechar, vai se instalar um caos no atendimento as pessoas na região”, ressalta
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