Reitor explica que ainda não recebeu determinação de corte do MEC.
Contratos de terceirizados deverão ser analisados.
O contingenciamento de recursos destinado às universidade federais em todo o Brasil tem preocupado alguns gestores, devido ao impacto que isso pode provocar no desenvolvimento das atividades de cada instituição. Na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), uma coletiva de imprensa foi convocada na manhã desta terça-feira (2) para esclarecer as medidas que poderão ser tomadas para adequação do reajuste financeiro. Porém a indefinição do valor real que será cortado dos recursos destinados à Univasf tem feito com que a universidade mantenha cautela na tomada das decisões.
No decreto do Governo Federal publicado no mês de maio deste ano, o corte de recursos é de 13%. Segundo o retor da Univasf, Julianeli Tolentino de Lima, como o Ministério da Educação (MEC) ainda não sinalizou o quanto de verba poderá não ser repassada às universidades, as medidas que estão sendo discutidas ainda não foram definidas. “Não temos ideia de qual o vai ser o percentual e o impacto direto nas nossas atividades de acordo com o que o MEC vai adotar para cumprir e fazer o ajuste necessário para o corte de R$ 9 bilhões de reais”, explicou o reitor.
A principal preocupação, segundo o reitor, é que o contingenciamento atinja atividades fins, que referem-se à formação dos servidores e alunos. “Estamos discutindo adoção de forma preventiva a restrição de participação em eventos já planejados, de passagens e diária para participação destes eventos, que são importantes para capacitação de docentes e técnicos”, disse Julianeli Tolentino. Outra medida que também será adotada é relativa à revisão de alguns contratos de terceirizados.
A indefinição sobre as possíveis medidas que podem ser adotadas também estão sobre a gestão do Hospital Universitário, de responsabilidade da Univasf em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). De acordo com Julianeli, também não há uma determinação oficial por parte do MEC para a unidade hospitalar de ensino. “O HU recebe recursos da EBSERH e do Ministério da Saúde, que também recebe cortes. Nós ainda não recebemos informações do que vai ser cortado. O superintendente do HU disse que não recebeu medidas de contingenciamento no serviço do hospital”, destacou.
Foi aprovado para o ano de 2015 um recurso em torno de R$ 26 milhões. Julianeli ressaltou que ainda não houve determinação se o montante terá redução ou mesmo de qual seria o valor
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