Governo não descarta participação de policiais na execução em ambulância (PE)

Coletiva da SDS-PE sobre execução de suspeito em ambulância (Foto: Bruno Marinho/G1)

O governo do estado não descarta a possibilidade de integrantes da polícia estarem envolvidos naexecução, dentro de uma ambulância do Corpo de Bombeiros, de um suspeito de balear um policial militar durante um assalto a uma pizzaria na Zona Sul do Recife, na noite da quarta-feira (20). Em coletiva realizada na sede da Secretaria de Defesa Social, no bairro de Santo Amaro, no Centro da capital, nesta quinta-feira (21), representantes da cúpula de segurança estadual apresentaram o delegado Paulo Furtado como responsável pelas investigações.

"Nenhuma hipótese será descartada, mas é prematuro e leviano afirmar, neste momento, que um servidor público teve participação. Se ele teve, será responsabilizado da mesma forma. Quem quer que tenha cometido isso será responsabilizado" , garantiu o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho.


De acordo com o secretário, a execução foi um ato de barbárie e ousadia jamais visto anteriormente no estado. "Algumas pessoas procuraram fazer justiça com as próprias mãos e elas serão identificadas e irão responder pelo crime que cometeram. Não temos outro registro dessa natureza em Pernambuco e consideramos que foi um ato extremo de afronta ao estado. Isso foi um crime bárbaro e ousado que terá a resposta que merece", ressaltou Carvalho.

Na coletiva, não foi confirmado que a autorização da saída da ambulância sem escolta policia foi dada por um médico. "A regra é que um criminoso custodiado seja transferido com escolta da Polícia Militar, mas isso não aconteceu, o que está fora do procedimento. A imprensa noticiou que o médico dispensou a escolta, mas ele não tem essa autoridade. Ainda não podemos comprovar que ele fez isso", afirmou o secretário.

O delegado Paulo Furtado terá 30 dias para concluir o inquérito, prazo que pode ser prorrogado por igual período. "Trata-se de um caso grave e de uma investigação complexa, mas iremos trabalhar com todas as linhas investigativas possíveis. Já foram ouvidas cinco pessoas, mas o teor dos depoimentos é sigiloso e não posso antecipar detalhes do inquérito", disse na coletiva. informações do G1 PE.


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