A viagem de 13 horas de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, até o Recife não foi em vão: por volta das 15h desta terça-feira (19), os pais de Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, morta em dezembro do ano passado durante uma festa na escola onde estudava, foram recebidos pelo governador do estado, Paulo Câmara. O encontro acontece no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no bairro de Santo Antônio, no Centro da capital, e conta ainda com a presença de uma amiga da família.
Protesto dos parentes e Beatriz Mota no palácio do Governo, no Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)
O objetivo do encontro é pedir ao governador de Pernambuco mais agilidade nas investigações do caso, que tiveram início há sete meses, mas ainda não resultaram em nenhum suspeito identificado. Na ocasião, Paulo Câmara recebeu um abaixo-assinado com quase 20 mil assinaturas solicitando não apenas a solução do caso, mas também investimentos maiores na segurança pública do estado.
Os pais de Beatriz, Sandro Romildo e Lúcia Mota, não aceitaram ser recebidos pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, pelo secretário da Casa Civil, Marcelo Canuto, e pelo chefe da Polícia Civil, Antônio Barros. E ficaram dentro do ônibus que o trouxeram até a capital durante cinco horas até serem recebidos por Paulo Câmara.
"Já estou há mais de 200 dias esperando por uma resposta sobre a morte da minha filha, não é possível que o governador não tenha 20 minutos para receber a gente", afirmou antes de entrar no Palácio do Campo das Princesas para se reunir com o governador de Pernambuco.
Protesto
Amigos e parentes de Beatriz saíram de Petrolina e Juazeiro (BA) por volta das 21h de segunda-feira (18) e chegaram à capital às 10h desta terça. Logo após chegarem ao Recife, realizaram um protesto na frente do Palácio do Campo das Princesas. Duas horas depois, os 46 participantes do ato, segundo a organização, saíram em passeata pelas principais ruas da área central da cidade.
Amigos e parentes de Beatriz saíram de Petrolina e Juazeiro (BA) por volta das 21h de segunda-feira (18) e chegaram à capital às 10h desta terça. Logo após chegarem ao Recife, realizaram um protesto na frente do Palácio do Campo das Princesas. Duas horas depois, os 46 participantes do ato, segundo a organização, saíram em passeata pelas principais ruas da área central da cidade.
A caminhada teve início na Ponte Princesa Isabel, nas proximidades do palácio, mas a pista não foi bloqueada. Com faixas e cartazes, muitos deles com a foto da menina, os participantes seguiram até a Avenida Guararapes, onde realizaram um buzinaço. Batedores e agentes de trânsito foram para o local.
Em seguida, os manifestantes entraram na Avenida Conde da Boa Vista. Ocuparam parte da via, um dos principais corredores de ônibus da cidade. O trânsito ficou complicado na área. O grupo também percorreu parte da Rua da Aurora. Depois da passeata, os parentes e amigos da garota voltaram para a frente do palácio do governo, onde o ato começou. A caminhada durou quase duas horas.
Como o perímetro de segurança no entorno do Palácio das Princesas foi ampliado, os manifestantes não puderam ficar na frente dos portões principais. Por isso, decidiram sentar no asfalto da Ponte Princesa Isabel, ao lado da sede do governo, parando o tráfego. Por volta das 13h30, os manifestantes deixaram a ponte, e o trânsito foi liberado. Os parentes e amigos de Beatriz passaram a ocupar uma área nas proximidades do Teatro de Santa Isabel, bem perto do palácio, onde tentaram se abrigar da chuva que começou a cair na região central do Recife.
Durante o ato, a madrinha de Beatriz, Michelle Chaves, reforçou o pedido para que o caso passe a ser investigado pela Polícia Civil da Bahia. Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que "todos os esforços estão sendo empenhados para solucionar o caso. Detalhes da investigação não podem ser revelados uma vez que o sigilo é precioso para que se chegue ao(s) culpado(s) do crime". informações do G1 PE / GLOBO/NETV.
Durante o ato, a madrinha de Beatriz, Michelle Chaves, reforçou o pedido para que o caso passe a ser investigado pela Polícia Civil da Bahia. Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que "todos os esforços estão sendo empenhados para solucionar o caso. Detalhes da investigação não podem ser revelados uma vez que o sigilo é precioso para que se chegue ao(s) culpado(s) do crime". informações do G1 PE / GLOBO/NETV.
Caso: Beatriz Clique Aqui
Vídeo mostra imagens de Beatriz antes de ser assassinada em PetrolinaVEJA O VÍDEO
0 Comentários
Os comentários não representam a opinião deste site; a responsabilidade é do autor da mensagem.