Com hiperendemia, Petrolina tem ações de controle à hanseníase

Sinal da hanseníase são manchas sem sensibiliade no corpo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Considerada uma cidade hiperendêmica em relação à hanseníase, Petrolina, no Sertão de Pernambuco, fechou o ano de 2015 com 70 casos da doença para o grupo de 100 mil habitantes, número superior aos parâmetros do Ministério da Saúde, que estabelece situação de hiperendemia quando a cidade tem a partir de 40 casos da doença por 100 mil habitantes. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Segundo o técnico de Epidemiologia do município, Francisco Freitas, a hanseníase é historicamente uma endemia no município. Porém, segundo ele,estes números apontam êxito nas ações desenvolvidas para o diagnóstico da doença. “Isso significa oportunizar às pessoas o tratamento necessário e oportunizar a cura para estas pessoas.Elas estão tendo mais acesso aos diagnósticos. Isso facilita a descoberta de casos novos e, consequentemente, tem este número elevado. Estas pessoas serão tratadas. A tendência é que o numero diminua uma vez que a gente está interferindo na cadeia de transmissão da doença”, disse o técnico em Epidemiologia.
A hanseníase é considerada uma doença crônica. “Você pode estar convivendo com a doença há, mais ou menos 10 anos, sem ter o diagnóstico. A hanseníase é uma doença infectocontagoisa , transmitida através da secreção da pessoa doente, que não fez o tratamento, passando para a pessoa sadia”, destacou Francisco Freitas.
Entre os sintomas estão as manchas, que podem ser esbranquiçadas, acastanhadas, avermelhadas ou amareladas (a depender, por exemplo, da tonalidade da pele), placas e nódulos pelo corpo e perda da sensibilidade no local que foi atingido.
“A perda da sensibilidade pode ser a suspeição da doença na pessoa. Pedimos que não tenham medo. Se você está com uma mancha que não nasceu com ela, nem decorrente de acidente, apareceu espontaneamente, não sente doer, não coça, não irrita e não há mais crescimento de pelo, deve procurar o posto de saúde para fazer os testes específicos para detecção da doença”, explicou Francisco Freitas.
Em Petrolina já existe o programa que desenvolve atividades diárias. Mas o mês de agosto foi escolhido para intensificar as ações de combate à hanseníase. “O que a gente quer é que a população reflita sobre a importância da prevenção. Então trabalhar o mês inteiro permite este olhar diferenciado sobre a doença”, disse
As unidades de saúde já começaram a fazer o trabalho, que segue até dia 31 de agosto. No segundo momento será feita uma rodada de conversa técnica sobre a hanseníase voltada para os casos mais complexos e que exige um acompanhamento melhor do tratamento das pessoas. “Esta conversa técnica vai ser coordenada pela Dr. Mecciene Mendes Rodrigues, dermatologista e hansenóloga, professora da Universidade de Pernambuco (UPE) em Recife.
No dia 17 haverá uma palestra sobre a doença sobre os aspectos clínicos da doença e os números da hanseníase no Brasil, em Pernambuco e em Petrolina. O palestrante também será a hansenóloga. O público-alvo são as 47 instituições do município ligadas à hanseniase. No dia 18 haverá uma atividade voltada para os profissionais de saúde da rede. Dia 26 tem a culminância dos trabalhos na Praça do Bambuzinho, na região central da cidade, das 8h às 12h, onde serão ofertados serviços de saúde à população. informações da Amanda Franco / G1 Petrolina.

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