(Reprodução: G1 Petrolina / TV Grande Rio)
Petrolina, no Sertão de Pernambuco, teve um aumento no número de estupros. Foram nove casos a mais, em relação a esse mesmo período de 2015. Entretanto, esse quantitativo pode ser ainda bem maior, porque muitos casos não são registrados nas delegacias de Polícia Civil.
Uma mulher que foi vítima de estupro no início da juventude relembra o crime que sofreu há 14 anos atrás. "Eu não fui mais para escola, eu não saía mais sozinha, eu chorava.O que vinha na minha mente era a imagem daquele olho bem grandão, olhando assim pra mim , aquele olhar... de psicopata olhando para você e você sem poder fazer nada", revela.
O estupro é considerado um crime hediondo, aquele que causa horror. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2014, o Brasil tinha um caso notificado a cada 11 minutos. Ainda hoje, cerca de 527 mil estupros são cometidos por ano no país. Estima-se que apenas 10% cheguem à polícia e 90% sequer são investigados.
De janeiro a junho desse ano foram registrados trinta estupros em Petrolina. São nove a mais do que o registrado no mesmo período de 2015, quando foram cometidos 21 crimes nessa natureza. A maioria das vítimas são crianças e adolescentes. Segundo o delegado Marceone Ferreira, as mulheres são alvos mais frequentes, mas os homens também são vítimas de estupro.
Os casos são investigados na delegacia no centro da cidade. “Nós tivemos um pequeno aumento nos casos de estupro na região de Petrolina, mas essas investigações sempre são priorizadas e são realizadas pela delegacia da área onde ocorreu o crime, pela delegacia da Mulher quando envolve uma violência de gênero, o autor e vítima tem uma relação de parentesco. Nós temos acompanhado de perto os casos de estupro na região e temos cobrado junto aos delegados municipais uma atenção especial junto a essas investigações", explica o delegado.
De acordo com Marceone, a pena máxima pra esse crime é de até trinta anos de reclusão.”O registro é muito importante, porque a investigação só terá início quando a vítima procurar a delegacia. Quando é menor de idade, a investigação ocorre independentemente se vítima requerer ou não”, explica Ferreira. informações do G1 Petrolina / TV Grande Rio.
0 Comentários
Os comentários não representam a opinião deste site; a responsabilidade é do autor da mensagem.