(Reprodução / TV Grande Rio)
Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, moradores da Orla da cidade enviaram ofícios para Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) e para o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Eles reivindicam uma resolução para colocar o fim em confusões constantes na área, além da prática de som alto dos bares e restaurantes.
Um vídeo gravado por moradores da orla de Petrolina mostra o momento em que um homem é jogado no meio avenida e muitos outros partem para cima. Em seguida, os seguranças de um bar tentam conter a briga, que quase invade a portaria de um condomínio. A cena aconteceu na Avenida Cardoso de Sá e se repete diariamente segundo o porteiro Roberto Barbosa. “Quando termina o show, então de 2h para 3h da manhã é muita moto fazendo aqueles barulhos, carro queimando pneu. Eram pessoas bêbadas jogando garrafas no chão e quebrando, urinando”.
O médico Ailton Muniz é morador de um condomínio que fica próximo ao local onde o tumulto aconteceu e diz que cenas como essa têm se repetido com frequência. “Isso é uma rotina. A partir da quinta-feira fica até o domingo à noite. Existe uma rotina na saída dessas festas com alto nível de poluição sonora, muita briga, pega de moto e o pessoal fazendo rachas com os carros”.
A síndica do prédio, Lindivalva Maria Coelho Gonzaga, diz que esse não é o único problema. Ela também reclama do barulho dos shows nos bares que ficam nessa região. “E uma questão que tem nos preocupado bastante é a questão da segurança, porque no final da festa, da farra, as pessoas saem embriagadas e fazem muito barulho, gritam, quebram garrafas”.
A administradora de condomínios, Virgínia Castro, diz que os moradores de outros prédios fazem a mesma reclamação. “Todos os prédios que estão próximos dos bares tem problemas, porque há uma exagero muito grande em termo de barulho de som”.
A promotora Ana Rúbia Torres de Alencar diz que recebeu a solicitação e que abriu um novo procedimento para apuração. “Nós acionamos a Ordem Pública e a Polícia Militar para que façam fiscalização e medição sonora, porque também pode ocorrer desses estabelecimentos já licenciados ambientalmente estarem funcionando fora dos limites da licença e aí é emitido um relatório circunstanciado para essa promotoria de justiça, que eventualmente, vai chamar os demandados ou acionar judicialmente ou firmar termo de ajuste de conduta”.
Em nota, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) informou que de janeiro até a primeira quinzena de dezembro recebeu cerca de 100 reclamações de som alto, e que conta com o apoio da ordem pública e da polícia militar para realizar fiscalizações. Comunicou ainda que todo bar ou restaurante que usa som precisará do alvará sonoro, concedido pela amma, e que mesmo com o alvará os donos dos estabelecimentos precisam seguir todas as regras. Caso não sigam, a liberação pode ser suspensa. Do ano passado até hoje, 25 alvarás sonoros foram expedidos e três bares estão tentando se regularizar.
A secretária de Ordem Pública informou em nota que estão realizando diversas fiscalizações, inclusive fiscalizaram no início desse mês um dos bares da região da reportagem. Eles informaram que as fiscalizações devem continuar e que se o bar tiver abusando do volume do som pode ter suspensão do alvará sonoro, receber a imposição de multa e está sujeito a responsabilização civil ou criminal pelo dano causado para os moradores.
O major da Polícia Militar, Major José Roberto, explicou que o 5º Batalhão faz operações de pertuvbação do sossgo diurtunamente e ártea da orla é contemplada. "Temos focado no final de semana em razão dessa demanda e reclamações e temos feito operações conjuntas para poder coibir essas práticas”. Informações do G1 Petrolina.
0 Comentários
Os comentários não representam a opinião deste site; a responsabilidade é do autor da mensagem.