EUA confirmam 4 mortos em queda de avião militar no Iraque

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O Comando Central dos Estados Unidos confirmou, nesta sexta-feira (13), que quatro militares morreram na queda de um avião de reabastecimento no Iraque na noite anterior. Ao todo, seis tripulantes estavam a bordo da aeronave.

“Quatro dos seis tripulantes a bordo da aeronave foram confirmados como mortos enquanto os esforços de resgate continuam. As identidades dos militares estão sendo mantidas em reserva até 24 horas após os parentes mais próximos terem sido notificados”, informou o Comando Central.

A aeronave envolvida no incidente é um Boeing KC-135 Stratotanker, utilizado para reabastecimento de aviões militares em pleno voo. A aeronave, mobilizada pelas Forças Armadas em decorrência do conflito contra o Irã, perdeu o controle sobre o espaço aéreo iraniano, caindo no oeste do país.

Segundo o Comando Central, as circunstâncias do incidente estão sob investigação. Inicialmente, os militares apontaram para a possibilidade da queda ter sido provocada por fogo inimigo ou fogo amigo, mas as hipóteses foram rejeitadas.

A imprensa internacional, no entanto, aponta a Resistência Islâmica no Iraque, grupo aliado do Irã, como autor do ataque. Em comunicado, os militantes reivindicaram a responsabilidade pela derrubada da aeronave militar norte-americana, dizendo que a ação foi "em defesa da soberania e do espaço aéreo do país”.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos se encontram na Suíça para debater um novo acordo nuclear. Eles haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Na manhã de sábado, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, resultando em novos bombardeios, desta vez em parceria com Israel. Em retaliação aos ataques, Teerã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Um ataque direto aos Estados Unidos também foi prometido pelos iranianos.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. A ação resultou em um comunicado conjunto entre França, Alemanha e Reino Unido, que sugeriram a possibilidade de entrar no conflito para "a defesa de seus interesses e de seus aliados".

As hostilidades entre Irã e Estados Unidos escalaram para o Estreito de Ormuz. Situada entre o Irã e Omã, a região é um ponto estratégico por ser a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial. Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo, o que pressiona a economia.

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