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Fiéis celebram Nossa Senhora Rainha dos Anjos no dia 15 de agosto (Foto: Beatriz Braga)



Nesta terça-feira (15), milhares de fiéis sairão as ruas de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, para homenagear a padroeira da cidade, Nossa Senhora Rainha dos Anjos. A relação de amor e fé entre os petrolinenses e a Santa tem mais de um século e vai crescendo ao longo dos anos. A previsão para este ano, é que a presença de devotos na procissão supere os 110 mil que participaram em 2016.

A demonstração de fé do petrolinense por sua padroeira gerou um fato interessante, segundo o padre e historiador, Francisco José. “As pessoas, em geral, têm uma atenção especial a Nossa Senhora Rainha dos Anjos. Se você pegar os livros de registros batismais do passado, verá que existem muitas pessoas com o nome ou sobrenome Dos Anjos, principalmente as mulheres. E esse nome era dado, de certa forma, em homenagem a Nossa Senhora”.

Além do lado espiritual, a imagem de Nossa Senhora Rainha dos Anjos tem uma representação histórica para Petrolina. A cidade, que hoje, segundo o IBGE, abriga mais de 330 mil pessoas, cresceu em torno da casa de sua padroeira, a Igreja Matriz.

“Naquela época, quando se criava a paróquia, também se criava o município. Quando, então, foi constituída a paróquia de Petrolina, naturalmente, foi desenhado o novo município. No meu entender, provavelmente a imagem de Nossa Senhora foi trazida para Petrolina porque ela é dita como a encruzilhada do Sertão. A encruzilhada, em geral, tem quatro pontos. E a imagem da Rainha dos Anjos ela representa, justamente, uma bússola. Ela deve ter sido trazida para cá, justamente, para mostrar que Petrolina seria um lugar muito importante, religiosa e politicamente estratégico para o Reino Brasileiro”, explica padre Francisco.

Antes de Petrolina, a imagem de Nossa Senhora Rainha dos Anjos ficava na cidade de Santa Maria da Boa Vista. Segundo padre Francisco, a mudança gerou um descontentamento entre os boavistanos. “A questão principal que eu vejo, é o simbolismo da imagem. Eles perceberam que, com a transferência, estava-se deslocando a centralidade política e religiosa para outro ponto. Depois que a paróquia foi transferida para cá, Santa Maria da Boa Vista deixou de ter a mesma importância”, pontua.

Embora tenha existido essa rusga por conta da transferência da imagem, padre Francisco reforça a importância que Nossa Senhora Rainha dos Anjos tem para os municípios do sertão que compõem a Diocese de Petrolina.

“O título Rainha dos Anjos tem muita história aqui na região. Focando um pouco sobre a imagem, nós vemos que a imagem tem um valor estético, religioso, espiritual e histórico muito grande para a região. Ela é padroeira da Diocese”.

O roubo da Santa

A fé do povo de Petrolina por sua padroeira ganha mais evidência na década de 1970, quando a imagem foi roubada. Durante seis anos, os devotos ficaram sem saber qual teria sido o destino da Santa. Padre Francisco conta que o caso gerou uma grande mobilização na cidade.

“Foi um tempo muito difícil. Na época, de fato, ficou um vazio muito grande”.

Enquanto a imagem de Nossa Senhora estava desaparecida, o artista petrolinense, Celestino Gomes, construiu uma réplica para tentar acalmar os corações dos fiéis. No entanto, segundo padre Francisco, a obra não conseguiu preencher o vazio deixado com o roubo da imagem original.

“A imagem que ele fez, era uma imagem muito moderna, vamos dizer assim. Apesar do pessoal, na época, não compreender bem o simbolismo da imagem da padroeira, quando viram a imagem que Celestino fez, não conseguia convencer. Foi quando a família Coelho, com a igreja, fizeram todo esse trabalho para trazer de volta a imagem para Petrolina. Isso foi um evento que mexeu muito com a vida das pessoas”.

A agonia dos petrolinenses só terminou em 1980. A imagem foi encontrada no estado de Alagoas, em poder de um colecionador. “Quando a imagem voltou, foi trazida pelo Governador do Estado [Marco Maciel], juntamente com a família Coelho. Os políticos da região fizeram um trabalho forte para recuperar essa imagem porque todos, se não tinham uma consciência profunda do valor estético, histórico da imagem, tinham um carinho muito grande pelo título e pela imagem de Nossa Senhora, que tem tudo a ver com a cidade de Petrolina”, afirma o historiador.

Hoje, além da imagem original, a Diocese de Petrolina conta com mais três réplicas de Nossa Senhora Rainha dos Anjos. No entanto, segundo padre Francisco, nenhuma consegue expressar o simbolismo da imagem que deu início à história de fé entre o povo de Petrolina e sua padroeira.

“Existem três réplicas: a de Celestino, outra que Dom Paulo [ex-bispo de Petrolina] mandou fazer em fibra de vidro e uma terceira, que é a última, que foi feita em madeira. Mas, nenhuma delas, consegue expressar o simbolismo que tem na imagem original. É uma verdadeira preciosidade artística. É um patrimônio espiritual, mas, também, um patrimônio artístico. É uma peça que representa o Barroco de modo muito interessante. Ela é cheia de simbolismo”. As informações são do Emerson Rocha / G1 Petrolina.

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