Lojistas de Petrolina sentem a queda nas vendas e dispensam funcionários

Consumidores pesquisam os melhores preços e estão mais exigentes.
Queda de 18% no setor de automóveis e 8% em materiais de construção.





O primeiro semestre deste ano teve o pior resultado para o comércio desde 2003 em todo o Brasil. Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, lojistas reclamam da situação e buscam estratégias como promoções e descontos para continuar com os negócios abertos. Alguns tiveram até por dispensar funcionários para reduzir as despesas.
Por conta da crise econômica, o orçamento está apertado e os consumidores como a costureira Vilani dos Santos pesquisam os melhores preços e estão mais exigentes. “Tem que pechinchar e olhar onde está mais barato para poder comprar”.  Já o servente João Barbosa também procura garimpar o preço. “Vou em toda loja pesquisando primeiro, para depois ver se vou levar ou não”, conta.
O gerente de uma loja de eletrodomésticos de Petrolina, Wilton Santana, revela que os clientes tem procurado melhores condições de pagamento. “Temos notado que o perfil do consumidor nesta época mudou. O consumidor está mais exigente, ele pesquisa mais e geralmente quer comprar à vista ou com a menor parcela possível”, explica.
Queda nas vendas do comércio de Petrolina  (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)Queda nas vendas do comércio de Petrolina
(Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)
Na loja de Rosângela Antunes, no Centro de Petrolina, as vendas de calçados e acessórios caíram 20% e alguns funcionários foram dispensados. “Nós trabalhávamos com seis funcionários, três em Petrolina e três em Juazeiro. Um foi demitido no ano passado e o outro está saindo agora, porque como não há um número grande de vendas, apenas um vendedor está dando conta de fazer o atendimento”, argumenta.
A expectativa para o restante do ano não é boa.“Como caiu no primeiro semestre, e geralmente é uma época que tem dia das mães, São João. No segundo semestre não tem esses eventos que favoreçam o aumento das vendas. Então, estamos tentando segurar o número de mercadoria, oferecendo o desconto para segurar o segundo semestre. E mesmo com pensamento positivo, a gente sabe que vai haver queda nas vendas”, conta Nunes.
Para o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Valdivo Carvalho, diferente do resultado ruim do país, Petrolina teve até um saldo positivo de crescimento. “É fato que está havendo um desaquecimento no consumo a nível de Brasil. Mas em Petrolina no último levantamento feito, o primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, estamos com um crescimento médio de 4%”. Apesar desse saldo positivo, alguns setores não tem tido crescimento. “Os setores que a gente detectou uma queda são o de automóveis novos, em 18% em média, e materiais de construção, 8% em média”.
Para melhorar as vendas, uma loja utilizou uma estratégia que tem dado certo. "O fabricante tem dado a isenção nos preços dos produtos e a gente está tentando repassar para o consumidor com a menor taxa de lucro possivel para tentar fazer com que o estoque da loja gire mais rápido", ressalta o gerente Wilson Santana. (fonte: Do G1 Petrolina)

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