Volante ficou sem receber salários do clube alvirrubro entre outubro de 2013 e janeiro de 2014; audiência movida contra o Timbu foi realizada última semana, no Recife
O fim da novela entre Martinez e o Náutico, que se estende desde o desligamento do jogador - ocorrido no início do ano passado -, só chegou ao fim na última semana. O volante, que movia uma ação trabalhista contra o Timbu, alegando salários atrasados, ganhou na esfera jurídica. De acordo com fontes do clube, o Alvirrubro terá de desembolsar cerca de R$ 1,5 milhão. Os alvirrubros vão recorrer da decisão.
Em detalhes, o Náutico deve R$ 345 mil por danos morais pelas ofensas proferidas, à época, pelo presidente Paulo Wanderley. Mais R$ 150 mil referentes às luvas dos meses de maio, junho e setembro de 2013. Além disso, imagens de novembro e dezembro do mesmo ano. Por fim, décimo terceiro, aviso prévio indenizado e multa do FGTS. Em contato rápido com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM, Martinez confirmou a informação.
- Estive aí (no Recife), na última semana, para a audiência. A ação, ganhei, sim, mas não posso falar de valores porque não estou com a sentença do juiz em mãos.
Entre outubro de 2013 e janeiro de 2014, sete ex-funcionários entraram na Justiça do Trabalho para receber atrasados. Martinez foi um deles. No início da gestão, no ano passado, o presidente Glauber Vasconcelos admitiu saber das ações movidas na época do ex-mandatário Paulo Wanderley e que não conseguiu fazer acordo com os atletas.
Em novembro de 2013, com o Náutico praticamente rebaixado na disputa da Série A e em dura crise financeira, Martinez foi o porta-voz do elenco numa reivindicação salarial. Ele disparou críticas ao mandatário da época, Paulo Wanderley, que o chamou de ex-atleta.
Martinez foi o capitão do Náutico enquanto esteve por aqui. Ele deixou o clube no início do ano passado, após romper o contrato na Justiça - o vínculo era até o fim de 2014. Ao todo, atuou em 56 partidas com a camisa do Timbu, com 16 vitórias, 11 empates e 29 derrotas, um aproveitamento de 35%. Outros jogadores como Ricardo Berna, Jean Rolt, Maranhão e Auremir também se dirigiram à esfera jurídica para romper contratos.
( Por Daniel Gomes Recife / globoesporte)


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