Capivaras estão às margens do Rio São Francisco em Petrolina (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)
Uma família de capivaras, que está morando às margens do Rio São Francisco, chama a atenção de quem passa pela Ponte Presidente Dutra em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O mamífero roedor gosta de ficar às margens de lagos e rios. Elas ficam descansando nas pedras e atraem a curiosidade. Na Orla existem, pelo menos, cinco adultos e um filhote.
As capivaras são consideradas o maior animal entre os roedores. Elas costumam viver em grupo e, como têm hábitos noturnos, alimentam-se e nadam à noite. Elas já viraram atração de quem passa pelo local e param ao ver a família.
O promotor de vendas, Alisson André de Souza, fica impressionado com os bichos. “Eu paro porque é interessante. Você não vê animais nessa área e quando vê ali é uma cena bonita”, disse. Já a doméstica, Damiana de Souza acredita que isso é reflexo da degradação do homem com a natureza. “Todo dia que eu passo vejo elas ali. Parece que é a mãe e alguns filhotinhos. Eu acho que a natureza está meio ruim, porque desmatando desse jeito eles saem da casa deles para ir para a cidade”, ressaltou Damiana.
Segundo o biólogo do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), Luiz Cézar Pereira, a capivara é um animal natural do Vale do São Francisco. Ele estima que existam entre Juazeiro e Petrolina em torno de 200 capivaras, porém agora elas estão mais expostas.
“Um dos primeiros fatores é a mudança da mata ciliar. Você tem essa mata ciliar totalmente trocada, até as plantas invasoras, as plantas exóticas invadindo essas áreas. O pessoal vem e desmata essas matas ciliares, que são áreas de preservação permanente, o que expõe essas capivaras. Ainda tem o volume do rio, ora alta, ora baixa, o que também contribui”, disse o biólogo.
Por estarem mais visíveis, outra preocupação é com caça desses bichos, o que é considerado um crime ambiental. Mas pescadores que ficam pela área garantem que também estão cuidados das capivaras.
"A gente fica bem de frente a elas com cuidado por causa dos predadores. A gente não deixa ninguém se aproximar. Ninguém mexe com elas não. Tem as câmeras [de monitoramento] que também ficam protegendo. Enquanto isso, à noite a gente fica de olho. Se aparecer alguém a gente denuncia e não adianta vir querer matar ela que a gente não deixa não”, disse o presidente da Associação dos Pescadores, Tadeu Reis.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Juazeiro-Bahia, que também é atende em Petrolina, a captura desses animais só é feita quando eles prejudicam a área urbana, o que não é o caso da família das capivaras, que ficam apenas na margem do rio. informações do G1 Petrolina.
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