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Caminhada Somos Todos Beatriz na Ponte Presidente Dutra (Foto: Juliane Peixinho/ G1)



Sob chuva, foram às ruas, na manhã deste domingo (10), integrantes do grupo "Somos todos Beatriz', amigos e familiares da menina Beatriz Angélica. A caminhada marcou os dois anos do assassinato brutal da criança, que aconteceu em dezembro de 2015, em uma escola particular de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

A manifestação teve início às 8h50, na cidade vizinha, Juazeiro na Bahia, atravessou a Ponte Presidente Dutra e finalizou, no local do crime, na Escola Maria Auxiliadora, no Centro de Petrolina.

Para marcar os dois anos do crime, os manifestantes carregavam faixas, cartazes e pedidos de resolução do caso, já que desde a morte de Beatriz Angélica, que tinha sete anos, nenhum suspeito foi preso. Há pouco mais de dez dias, a secretaria de Defesa Social anunciou que a delegada Polyanna Néry assume o caso.



Pais de Beatriz fazem oração em frente ao Colégio Auxiliadora, onde crime aconteceu (Foto: Juliane Peixinho/ G1)

Segundo o pai da menina, Sandro Romilton, este momento é muito difícil. "Nossa família, nossos amigos decidiram celebrar essa data, que não podia passar em branco, deu tudo certo. Nós passamos pela ponte e recebemos o carinho de todos. Isso nos fortalece, todas as palavras de conforto. A nossa esperança está renovada e temos certeza que isso vai ser resolvido".

A mãe de Beatriz, Lúcia Mota, disse que tem esperança que o autor do crime será identificado. "As imagens apareceram e elas vão em nível nacional, com fé em Deus que alguém vai reconhecer, porque ele tem nome, sobrenome, ele tem amigos, ele tem vizinhos. E nós vamos chegar até ele. Nós vamos chegar até todos, ao mandante, quem colaborou, quem atrapalhou. O estado tem que prender todos".

Crime

Beatriz Angélica foi assassinada com 42 facadas dentro de um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina. O crime ocorreu dentro da quadra onde acontecia a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A irmã da menina era uma das formandas. As informações são da Juliane Peixinho / G1 Petrolina.



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