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Eunápólis aparece na pesquisa com a segunda cidade mais violenta do país (Foto: Tássio Loureiro/ Via 41)

Cinco das dez cidades brasileiras com as maiores taxas de mortes violentas, dentre aquelas que têm mais de 100 mil habitantes, estão na Bahia. É o que indica o Atlas da Violência 2018 sobre os municípios, com dados referentes a 2016, que foram divulgados nesta sexta-feira (15).

No ano do estudo, o país tinha 309 municípios com número de habitantes superior a 100 mil. Feita com dados do Ministério da Saúde (MS), a pesquisa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Eunápolis, no extremo sul do estado, é a cidade baiana com o segundo pior dado do pais. Segundo o Atlas, o município teve uma taxa de 124,3 mortes violentas para cada grupo de 100 mil habitantes.

Os números só foram piores do que a registrados em Queimados, no Rio de Janeiro, onde a taxa de homicídios, no mesmo período, foi de 134,9.

Logo depois de Eunápolis, estão mais três cidades baianas. Segundo o Atlas, o terceiro município mais violento do país foi Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Por lá, a taxa foi 107,7 mortes violentas para cada cada grupo de 100 mil habitantes.

Em seguida vêm Porto Seguro, no extremo sul, com 101,7 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes; e Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, com taxa de 99,2 mortes.

Nas lista das dez cidades mais violentas do país, Camaçari, também na região metropolitana de Salvador, aparece em oitavo lugar com uma taxa de 91,8 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.

As dez cidades com maiores taxas de assassinatos no Brasil têm nove vezes mais pessoas na extrema pobreza do que as cidades menos violentas.

Segundo o Atlas, os dez municípios com mais de 100 mil habitantes e com menores taxas de homicídios têm 0,6% de pessoas extremamente pobres, enquanto os dez mais violentos têm 5,5%, em média. No total, o Brasil tinha 309 municípios com mais de 100 mil pessoas em 2016.

A porcentagem de pessoas sem saneamento básico é de 0,5% nas cidades menos violentas e de 5,9% nas mais violentas. A taxa de desocupação de jovens também é maior nas cidades com mais assassinatos. Sobre isso, o estudo conclui:

“Os indicadores mostram diferenças abissais entre as condições de desenvolvimento humano, começando pela taxa de mortes violentas, que, no último grupo, foi mais de dezesseis vezes maior”.

Para a diretora executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, Samira Bueno, “a edição do Atlas com dados municipais tenta jogar luz a um componente da violência letal que diz respeito às condições socioeconômicas das pessoas mais atingidas pela violência”.

Ela ressalta que “Bahia e Rio se destacam nesse cenário de estratégias policiais hiper militarizadas que não se conectam com políticas sociais”, disse Samira. As informações são do G1 BA.

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