A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro. O documento determina o afastamento do servidor até a decisão final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), aberto no fim de janeiro para investigar a ausência de Eduardo ao posto na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis.
O processo apura se houve faltas injustificadas que possam caracterizar abandono de cargo. O ato determina a entrega da carteira funcional e da arma de fogo institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis, salvo decisão em contrário da autoridade responsável pelo caso.
No mês passado, a Corregedoria da PF no Rio já havia instaurado procedimento disciplinar sumário para apurar as ausências. Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro por faltas às sessões da Câmara e, após o fim do mandato, foi convocado a reassumir o cargo na Polícia Federal.
A corporação havia determinado, em ato publicado no início de janeiro, o retorno imediato às atividades. A ausência injustificada poderia resultar na adoção de medidas administrativas, o que culminou na abertura do processo disciplinar e, agora, no afastamento preventivo.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início de 2025. Em janeiro, ele afirmou que não retornaria ao Brasil por se considerar alvo de perseguição política. O processo na Polícia Federal pode resultar em demissão, caso fique comprovada infração administrativa.


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