‘Disputo eleição para ganhar’, diz Haddad ao lançar pré-candidatura ao governo de SP

Pré-canditura de Fernando Haddad ao Governo de São Paulo | Lucas Carvalho


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), foi oficializado nesta quinta-feira (19) como pré-candidato ao governo de São Paulo, durante evento realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, berço político do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Intitulado “Em defesa de São Paulo, em defesa do Brasil”, o ato foi marcado por forte simbolismo político e referências à trajetória do partido. Ao som de jingles petistas, um telão exibia imagens de Lula e Haddad de mãos dadas, reforçando a associação entre os dois.

Em seu discurso, Haddad adotou um tom de enfrentamento político e defesa do governo federal. “Nós temos que trabalhar muito para não deixar as coisas que estão planejadas do outro lado acontecerem”, declarou. Ele também ressaltou a importância do embate político: “Você pode ter derrota eleitoral em qualquer eleição, mas uma derrota política nunca pode ter”.

O pré-candidato ainda enfatizou o papel do presidente Lula no cenário internacional. “É muito importante que a gente reapresente o presidente Lula para o Brasil e o mundo como a voz da ponderação, da sensatez, da igualdade e do combate à fome e ao desmatamento”, afirmou.

Ao falar sobre a disputa, Haddad foi direto e negou que tenha outros objetivos com a pré-candidatura que não sejam a vitória: “Eu não disputo eleição para barganhar. Disputo para ganhar e é assim que vou disputar esta eleição”.

Lula, por sua vez, relembrou sua própria trajetória ligada ao sindicato dos metalúrgicos e destacou o simbolismo do local escolhido para o lançamento.

“Tive uma conversa com o Haddad mostrando o seguinte: a situação política do Brasil é muito grave, e a situação política do mundo também é muito grave. Se a gente não pegar as melhores pessoas que temos em cada cidade e em cada estado e não resolver fazer a luta para defender a democracia, corremos o risco de, por omissão, entregar novamente a democracia aos fascistas que, durante tão pouco tempo, governaram este país, mas fizeram um estrago muito grande”, disse o presidente.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), reforçou o apoio à pré-candidatura e fez uma projeção otimista. “Escrevam aí: o Haddad vai ganhar essa eleição”, afirmou.

Ele destacou ainda a trajetória de Haddad no atual mandato petista: “Poucas pessoas estão tão preparadas: professor, ministro da Educação, prefeito de uma das maiores cidades do mundo e ministro da Fazenda que conduziu a reforma tributária que vai impulsionar nossa economia”.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse se tratar de um “momento crucial de rumos no mundo, com avanço do pensamento autoritário, da ultradireita e do fascismo”.

O evento contou com a presença de nomes históricos do PT, como Eduardo Suplicy e José Dirceu, além de ministros e lideranças políticas, entre eles Luiz Marinho, Camilo Santana, Paulo Teixeira e Guilherme Boulos.

Nesta sexta-feira (20), Haddad fará um café da manhã com jornalistas para falar sobre a pré-candidatura e fazer um balanço dos três anos e meio à frente do Ministério da Fazenda.

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