Unidade da Agrovila Massangano devia ficar pronta em Outubro de 2014.
Serviços funcionam em uma Unidade de Saúde improvisada.
Os moradores da Agrovila Massangano, na Zona Rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, aguardam desde outubro de 2014, pela conclusão da reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) da localidade. Enquanto a obra não fica pronta, a comunidade é atendida em um local improvisado.
Na Unidade de Saúde João Augusto Silva o muro está aberto, os vidros quebrados, material de construção espalhado pelo terreno e as instalações elétricas inacabadas. Há mais de um ano o local está fechado, desde que as obras foram iniciadas em maio de 2014. Mas, a reforma que deveria ficar pronta no mês de outubro, está parada.
“Até agora o pessoal da prefeitura não diz nada. Pararam, já tem um ano e há quatro meses para entregar e até agora nada”, diz o presidente da associação dos moradores da Agrovila Massangano, Walter Pereira.
Mais de 3 mil e 500 pessoas dependem dos serviços disponibilizados no Posto de Saúde. A agricultora Francisca Carmelita está há mais de um ano sem fazer exames preventivos. “Eu fico muito preocupada com essa situação, porque a gente tem que fazer esses exames todo ano, para evitar que possa dar um câncer do colo do útero, então a gente fica preocupada porque não está tendo atendimento aqui”, relata.
A vizinha da agricultora Estela da Silva precisou de um dentista há dois meses, mas teve que procurar em outra comunidade. “Não está podendo porque não tem como atender lá no posto e está saindo daqui para ser atendida no bairro Areia Branca”, explica.
Com a mudança, apenas os atendimentos de mais urgência ainda são realizados na Agrovila Massangano. No local onde antes funcionava uma creche, foi improvisado para atender os pacientes que precisam de consultas. Como a estrutura é antiga e o espaço pequeno, a comunidade não está satisfeita. “Ai realmente não é para ser um posto, era para ser uma creche. O medicamento fica em um espaço que era para ser uma cozinha, não era para ser uma sala de medicamento. As pessoas são medicadas na cozinha. Não tem estrutura nenhuma para ser um posto”, argumenta a agricultora Francisca Oliveira.
O sobrinho da agricultora Maria Aparecida Silva cortou o pé e tentou trocar o curativo no Posto, mas não conseguiu. “Não pode porque tem o material, mas não pode abrir porque está caindo muita terra de cima do teto e se abrir ai corre o risco de infeccionar o pé dele e fica pior. O teto está caindo por cima. É terrível você ter uma criança com o pé machucado e não poder atender é terrível. É obrigado fretar um carro e levar para o hospital”, declara.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina informou que a obra estava parada porque a empresa contratada não concluiu os trabalhos. Agora, será feita uma nova licitação. Sobre os atendimentos agendados, a Secretaria informou que estão sendo feitos. Já em relação aos atendimentos odontológicos, a nota esclarece que não tem como adequar o consultório odontológico na estrutura da creche e por isso será providenciado um espaço para atender as demandas. Porém, nenhum prazo foi dado.
fonte: Do G1 Petrolina


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