Nesta semana tornou-se pública a denúncia de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria recebido US$ 5 milhões em propina no esquema da Petrobras. Um grupo de deputados federais considera a situação como grave, e passou a pregar a saída temporária de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados.
O fundador do PMDB, deputado federal Jarbas Vasconcelos (PE) uniu-se neste domingo (19) ao vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Sílvio Costa (PSC-PE), e à bancada federal do PSOL na defesa do afastamento imediato do peemedebista.
"Como ele vai ficar na presidência da Câmara dos Deputados acusado como foi, com todas as letras e toda clareza possível, por uma pessoa que diz que ele pediu US$ 5 milhões? Fica difícil, imensamente complicado. Não custa nada deixar o cargo temporariamente", declarou Jarbas Vasconcelos ao jornal Folha de S.Paulo.
A publicação do jornal refere que na sexta-feira (17), um dia após a revelação do depoimento do lobista Júlio Camargo, a bancada federal do PSOL e o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados também apoiaram o afastamento do peemedebista.
Vasconcelos considera que a denúncia contra Cunha é "extremamente grave" e a reação do peemedebista tem sido "oportunista".
"Eu acho que ele está em um comportamento, no meu ponto de vista, extremamente oportunista de aproveitar um governo fragilizado para criar dificuldade", ressaltou.
Um dia após a revelação do depoimento, Cunha acusou o governo federal de articular seu envolvimento na Operação Lava Jato e anunciou seu rompimento com o Palácio do Planalto. No entanto, a decisão não foi acompanhada pelo PMDB.
O presidente da Câmara também decidiu organizar pedidos de impeachment entregues nos últimos meses à Câmara dos Deputados e pretende ter um parecer sobre o assunto em 30 dias.
O texto cita também que o afastamento do cargo de políticos envolvidos na Operação Lava Jato foi defendido neste domingo (19) pela ex-senadora Marina Silva, candidata à sucessão presidencial em 2014.
Em artigo publicado pelo G1, Marina ressaltou, sem citar nomes, a necessidade de que denunciados formalmente por envolvimento no escândalo deixem seus cargos para evitar interferências nas decisões.
"Quando as investigações resultarem em provas e denúncias formais ao Supremo Tribunal Federal, devemos exigir o afastamento dos que ocupam cargos cujos poderes possam interferir nas decisões", escreveu.(fonte: msn / Notícias ao Minuto)


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