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(Foto: Bommie / pixabay)

Atualmente, uma das maiores ameaças à nossa saúde é o nosso próprio sistema de fornecimento de alimentos. Muito do que é produzido e vendido como alimento tem como foco principal a maior margem de lucro e não os maiores benefícios para a saúde. Veja por exemplo o leite, ou melhor, a Indústria de laticínios:
Antes da década de 80, as vacas leiteiras pastoreavam exclusivamente e agora com a agricultura industrial elas passaram a se alimentar confinadas na maior parte do tempo.
Muitas nem comem capim, elas recebem “tudo”, menos capim. Com isso, esses animais tendem a ficar doentes rapidamente.
Passam a receber antibióticos até preventivamente nas suas rações para reduzir as taxas de doença.
Com isso, os patógenos se adaptam às drogas e se tornam resistentes. Os antibióticos, assim, perdem a eficiência.
O que acaba acontecendo é que a ração destes animais fica contaminada, gerando como consequência mais doenças transmitidas por esses alimentos.
Como exemplo, mal ouvíamos falar sobre a listeria, uma bactéria rara em laticínios antes dos anos 90.
Listeria monocytogenes é um patógeno muito comum, tanto no Brasil como nos demais países desenvolvidos ou em desenvolvimento.
Mas tornou-se de alto risco no leite e produtos lácteos graças à resistência a antibióticos. Infelizmente, no Brasil são escassos os dados sobre ocorrência de listeriose e os possíveis casos não são identificados.
Nos EUA, ocorrem cerca de 1.600 casos por ano, uma infecção potencialmente fatal. E mata cerca de 260 pessoas anualmente.

Ômega-3 contra a listeria

Novas pesquisas de cientistas dinamarqueses mostram que a melhor maneira natural de se defender contra a listeria são os ácidos graxos ômega-3.
Eles neutralizam a listeria em apenas 30 minutos, desligando certos genes que permitem que ela cause infecção.
E o mais impressionante…
São os antibióticos que causam a mutação das bactérias, tornando-as resistentes. O ômega-3, ao contrário, trabalha no DNA inativando essas bactérias. Além disso, elas não se tornam resistentes ao ômega-3.
E o que acontece hoje?
Os laticínios não têm ômega-3 suficiente, pois as vacas são alimentadas com grãos e acabam com menos da metade do teor de gordura ômega-3 que as vacas alimentadas a pasto.
Além disso, os produtos de animais criados a pasto têm melhor equilíbrio entre gorduras ômega-6 e ômega-3.
Na alimentação moderna, nós temos pouco ômega-3 e muitas gorduras ômega-6, provenientes de óleos vegetais, molhos para saladas, frituras, margarinas e outros alimentos processados.
Esse excesso de gordura ômega-6 está ligado à inflamação silenciosa, o grande inimigo causador do envelhecimento e doenças crônicas.
Já a gordura ômega-3, por outro lado, tem ação anti-inflamatória.
Resumindo: o espaço em seu corpo para essas duas gorduras é o mesmo, e quando você come muitos ômega-6, eles substituem as saudáveis gorduras ômega-3.
Com essa deficiência não há combate à inflamação ou à listeria.
O ideal é que as gorduras ômega-6 e ômega-3 em sua dieta mantenham uma proporção de 2 para 1.
Infelizmente, os animais criados confinados têm 20 vezes mais gorduras ômega-6 do que ômega-3, enquanto as vacas alimentadas com capim são muito mais ricas em ômega-3 do que em ômega-6, mantendo a proporção adequada dos ômegas.
E os benefícios não param por aí, pois tanto a carne quanto os laticínios de animais alimentados a pasto têm muitos outros benefícios, como:
  • três a seis vezes mais vitamina E;
  • quatro vezes mais beta-caroteno;
  • mais ricos em vitaminas do complexo B, CoQ10 e zinco;
  • 500% mais CLA.

Onde encontrar carne de gado criado a pasto

Saiba que 94% do gado no Brasil é criado nessas condições, portanto, ao contrário da Europa e dos EUA, nós temos um alimento altamente saudável, um verdadeiro supernutriente.
E não se contagie com estudos que mostram malefícios dessas carnes, pois certamente as pesquisas estão, como sempre, baseadas em criatórios do exterior, cujo sistema não é criar um animal, mas sim um artefato biológico.
E o leite, aonde você consegue?
Sinto lhe dizer, mas precisamos, antes de tudo, criar sistemas certificatórios e de controle que permitam que esses produtos se tornem viáveis.
Imagino que isso vai levar no mínimo 5 anos… Mas é algo que deve ocorrer. Fique atento e prefira sempre leite e carne produzidos a partir de animais criados livres pastoreando. Sua saúde agradece!  As informações são do Dr.Rondó.

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