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Foto: pixabay/Bgmfotografia


Em Pernambuco, o número de partos envolvendo meninas entre 10 e 19 anos representou 23% do total no ano de 2017. Dos 103 mil partos, quase 25 mil eram de adolescentes. Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, pela rede pública, as adolescentes grávidas recebem assistência no Hospital Dom Malan. Em 2018, quase 900 adolescentes tiveram bebês na unidade, um aumento de 4,01% no número de partos envolvendo gestantes menores de idade, em relação a 2017, com 597 partos.

Uma menina de 14 anos, que não teve a identidade revelada, está grávida de cinco meses. O pai da criança é também um adolescente, de 16 anos. Na fase mais delicada da vida, eles vão ser pais. "Quando eu descobri minha gravidez, eu fiquei totalmente chocada, porque assim, uma de menor, está grávida. Eu fico no pensamento: Uma criança gerando outra. Eu fico assim, no pensamento: o que eu fiz da minha vida? ", revelou.

No Hospital Dom Malan são recebidas diariamente adolescentes de 12, 13, até nove anos de idade. Segundo o coordenador do setor de alto risco do hospital, o obstetra Marcelo Marques, a gravidez precoce na adolescência oferece riscos à saúde do bebê e das mamães. "Existe maior incidência na gravidez na adolescência de abortamento, de perda da gestação. Também existe maior risco de prematuridade desses bebês nascerem antes do período certo. O que gera um problema tanto para parte de mortalidade tanto de doenças de morbidade também. Ela tem maior chances de ter síndromes hipertensivas na gestação. Então por ser adolescente, existe esse maior risco de síndrome hipertensiva. E por último, precisa fazer um pré-natal de alto risco bem acompanhado para que sejam reduzidos esses riscos aí", explicou.
A maioria das adolescentes que engravidam abandonam a escola. Uma adolescente, que preferiu não se identificar, engravidou aos 17 anos e parou os estudos na oitava série. Ela ainda está compreendendo que agora tem nos braços uma responsabilidade para vida inteira. "Assim quando eu olho para ela, eu sinto muito amor mesmo e me arrependo de tudo... Porque é muito amor mesmo é amor de mãe".

O médico faz um alerta para as adolescentes e explica que existem métodos contraceptivos que estão disponíveis na rede pública que evitam a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis. "O ideal é que toda adolescente tivesse o acesso a esses métodos contraceptivos que estão disponíveis na rede pública e nas unidades básicas de saúde. A camisinha é um método muito bom para adolescente, porque vai prevenir tanto a gravidez quanto a as doenças sexualmente transmissíveis, mas ela pode associar além da camisinha outros métodos como uso do diu, das pílulas contraceptivas e aumentar a eficácia de prevenção a gravidez", reforçou Marques. As informações são do G1 Petrolina.

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