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Estação de Tratamento do Guandu parada às 6h45 desta terça (4) — Foto: Reprodução/TV Globo

Equipes da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados voltaram à Estação de Tratamento do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na manhã desta terça-feira (4) após a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) confirmar ter encontrado detergente na água bruta que chega ao local.

A Polícia Civil já havia sido acionada e esteve no local no dia 16 de janeiro para investigar uma suspeita de sabotagem, citada pelo próprio governador do Rio, Wilson Witzel. Funcionários, ex-funcionários e o próprio presidente da Cedae, Hélio Cabral, foram ouvidos. O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e ainda não há a confirmação de sabotagem.

A estação de Guandu permanece fechada nesta manhã, sem previsão de reabertura. Às 6h45, não havia movimentação de funcionários no local.
A Cedae informou na segunda que as comportas da entrada do canal principal da estação foram fechadas para garantir a segurança hídrica das regiões atendidas pelo sistema Guandu. Por conta do fechamento, a recomendação da companhia é que a população economize água.

Cerca de 9 milhões de pessoas usam a água que sai do Guandu.

A produção foi interrompida na segunda-feira (3), após comunicação da própria companhia. De acordo com a empresa, "o material foi arrastado pelas fortes chuvas registradas na Região Metropolitana do Rio na noite de domingo (2)".

Após o problema com a geosmina, que alterou o gosto e o cheiro da água, a população enfrenta agora risco de desabastecimento por causa do detergente. Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de reativação do Guandu.

Imagens aéreas feitas pelo Globocop nesta manhã mostram uma espuma branca e óleo próximos à entrada da estação de tratamento.



Espuma branca perto da Estação de Tratamento de Guandu, no RJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

Na segunda, a Cedae informou que "para garantir a segurança hídrica das regiões atendidas pelo sistema Guandu, a diretoria de Saneamento e Grande Produção da Cedae decidiu fechar as comportas da entrada do canal principal da estação".

A empresa explicou que, no fim da tarde de segunda-feira, "por meio de análise laboratorial" foi identificada "a presença de surfactantes (detergentes) na água bruta que chega à estação de tratamento".

A Cedae informou ter comunicado a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O Inea confirmou ter recebido a informação às 19h de segunda. Técnicos do instituto vão ao Guandu na manhã desta terça para coletar amostras da água que vem do Rio Poços, que passa pelo Distrito Industrial de Queimados e deságua no Guandu, e da entrada da estação de captação. O resultado deve ser divulgado em 24 horas.

A Agenersa disse, por sua vez, que quem tem que investigar a origem do detergente é o instituto.
Nota da Cedae

Em nota, a companhia informou que água não afetada pelo detergente, mas por medida de segurança, a operação na estação foi suspensa. Confira abaixo a íntegra da nota da Cedae.

"A Cedae informa que a qualidade da água não foi afetada. Assim que foi identificada a presença de detergentes, a Companhia acionou o protocolo de segurança e interrompeu a operação da estação, antes de prejudicar o tratamento. Técnicos da Companhia permanecerão monitorando a captação de água bruta até que a concentração destas substâncias não represente risco à operação da estação.

O abastecimento será imediatamente retomado assim que a questão for solucionada. Mesmo assim, a Companhia pede que os clientes usem água de forma equilibrada e adiem tarefas que exijam grande consumo."

A interrupção do abastecimento ocorre a duas semanas do carnaval 2020, quando segundo projeções da Prefeitura do Rio a cidade deverá receber 1,9 milhão de visitantes – 20% a mais de turistas do que o registrado no ano passado, quando chegaram para a folia 1,6 milhão de pessoas.

Geosmina

Desde o início do ano, a população da Região Metropolitana do Rio tem se queixado da qualidade da água fornecida pela Cedae. Cheiro, gosto e turbidez do líquido são algumas das reclamações frequentes dos moradores de 170 bairros e várias regiões.

A Cedae atribuiu o problema a uma substância chamada geosmina, que segundo a empresa provocou as mudanças na água. A geosmina, disse a empresa, é uma substância orgânica produzida por algas e não representa nenhum risco à saúde dos consumidores. As informações são de Guilherme Peixoto e Daniel Haidar, Bom Dia Rio / TV Globo, G1 Rio.

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