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Comercio em Petrolina está fechado há um mês — Foto: Reprodução / TV Grande Rio

Em meio a incerteza e prejuízos, comerciantes de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão tendo que se reinventar. Há um mês, os estabelecimentos estão de portas fechadas em função das medidas emergenciais para conter o avanço do novo coronavírus.

Na loja de produtos importados, foi preciso adotar medidas drásticas por causa da pandemia. Seis funcionários foram demitidos no mesmo dia e foi preciso suspender temporariamente outros contratos. A gerente do estabelecimento, Aislany Patriota, diz que esse é, de longe, o pior momento da história da empresa.

“Estamos funcionando apenas com quatro funcionários. Foi um momento muito difícil porque a gente não tinha uma lista com previsões de demissões. Fomos pegos de surpresa. Tive que demitir seis em um dia só. Para mim foi muito difícil. Estou aqui há 12 anos e nunca acontece da gente demitir seis pessoas de uma vez”, diz a gerente.

Para sobreviver nessa pandemia, a loja está focando nas vendas online. As vendedoras recebem os pedidos pelo celular, tiram fotos, fazem vídeos curtos e enviam para os clientes. Duas pessoas fazem o serviço de delivery. Tem sido uma alternativa para entrar dinheiro no caixa.

“Estamos em um momento incerto. Não sabemos quando vamos voltar realmente, se será nesse mês ou não. Só, realmente voltando, abrindo as portas, para a gente ver como vamos continuar”, afirma Aislany.

Na loja de bijuterias da empresária Elisângela Monteiro a situação também é bastante delicada. Os quatro funcionários que trabalhavam no local há nove, dez anos, tiveram que ser demitidos.

“Tive que sentar com meu contador, pedir ajuda para ele. Vi que não tinha capital para me manter com as portas fechadas. Então, tudo que trabalhei, que tinha de caixa, tive que pagar o desligamento de meus quatro funcionários. Fico aliviada porque eu tinha essa condição de fazer isso, porque mais tarde eu não sei se teria condição”, diz Elisângela.

Segundo o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrolina, Valdivo Carvalho, somente neste primeiro mês, o comércio de Petrolina deixou de faturar em média, R$ 20 milhões. Um cenário preocupante que pode levar algum tempo pra melhorar. “É uma situação nova, desafiadora, preocupante, que vai deixar sequelas gravíssimas, diz.”

De acordo com o representante da CDL, a recuperação do setor é incerta e lenta. “Não é só por decretar a abertura que a coisa volta como antes. O povo continuará com medo. As lojas vão ter que replanejar. Todo planejamento feito até então vai ter que ser refeito. O primeiro semestre já está comprometido. A gente teme que o segundo seja comprometido de forma séria. O que a gente imagina é que as vendas desse ano serão negativas em relação ao ano passado. Ficarão em torno de 80%, 90% do que se vendeu ano passado”. As informações são do G1 Petrolina.

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