A informação foi repassada na quarta-feira (25) pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG). De acordo com Rodrigues, a determinação do ministro do Supremo é a de que sejam repassados aos senadores apenas os arquivos referentes aos créditos consignados, o foco de investigação da comissão de inquérito relativo ao caso Master.
A decisão frustrou os membros da CPMI, que esperavam obter o material em sua integralidade. Em dezembro, foram aprovadas as quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do dono do Master no período entre janeiro de 2016 e novembro de 2025.
O então relator dos desvios do INSS, ministro Dias Toffoli, determinou a retirada do material da comissão e que toda a documentação ficasse aguardada na Presidência do Senado. Ao assumir o caso, Mendonça contrariou a decisão de Toffoli e ordenou que as quebras fossem encaminhadas para a Polícia Federal, que, posteriormente, deveria compartilhá-las com a CPMI.
A ordem de devolução foi dada pelo novo relator na última sexta-feira (20) e, desde então, o material não chegou à CPMI. Viana, então, procurou o chefe da PF para cobrar um prazo para ter acesso aos arquivos, quando foi informado sobre a limitação do acesso às quebras.
Nos bastidores, senadores da CPMI do INSS vinham reclamando da demora em obter o material da Polícia Federal e ameaçavam convocar Andrei Rodrigues para dar explicações. Na conversa com o presidente da comissão, o diretor-geral da PF se comprometeu a entregar a documentação até a próxima semana.


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