Campanha recebe vídeos que pedem justiça para crime de Beatriz Angélica



Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, após quatro meses do assassinato de Beatriz Angélica Mota, um grupo formado por mais de 120 integrantes, que abraçaram a causa e promoveram mais de cinco protestos na cidade, lançou uma campanha na página de uma rede social intitulada'Beatriz Clama Por Justiça'. Já foram publicados mais de 70 vídeos, enviados por pessoas de várias partes do Brasil e de outros países, pedindo resolução do caso. Apenas na primeira publicação já foram contabilizadas mais de 150 mil visualizações.

A morte de Beatriz Angélica aconteceu no dia 10 de dezembro do ano passado na Cscola Nossa Senhora Auxiliadora, durante uma festa de formatura emPetrolina, Sertão pernambucano. A menina foi encontrada morta com 42 facadas em um depósito de material esportivo do colégio. O crime chocou os moradores da região do Vale do São Francisco. Com isso, foram feitas mobilizações por pessoas solidárias à família.



A comerciante, Georgia Xavier, é uma das organizadoras do grupo #somostodosbeatriz. “A gente fica achando que é só com o outro que pode acontecer uma barbaridade dessa. Mas essa dor também é minha, ela faz parte de mim e isso dói”, esclarece. O publicitário, Marcos Brasil, também acompanha de perto as mobilizações. “A gente tem o caso da menina Beatriz como um símbolo e as pessoas de Petrolina, Juazeiro-BA e de todo o Vale do São Francisco disseram um basta para a violência. Nós já chegamos a vender água mineral e chocolates nas manifestações para fazer adesivação e investir em outdoors”, conta.
A primeira publicação na pagina 'Beatriz Clama Por Justiça' recebeu 150 mil visualizações em menos de 24 horas de postagem. Desde o crime, o grupo realizou cerca de cinco mobilizações nas ruas de Petrolina. “A gente elaborou essa campanha nas redes sociais e no dia 29 de abril se não tivermos alguma resolução do caso, vamos nos manifestar novamente. Mesmo que não tenha o evento na rua, nas redes sociais estamos em constante mobilização”, explica.
O pai de Beatriz, Sandro Romilton Ferreira, se diz bastante comovido com as demonstrações de carinho e com o engajamento das pessoas na organização dos atos para a resolução do crime da filha. “Deus colocou pessoas especiais para falar por nós e abraçar essa causa com orações e protestos. O tempo foi passando e nada era resolvido. A gente não tinha condições de pensar em nada, foi quando surgiram essas pessoas que tomaram a frente. Nós conhecemos o pior lado da humanidade e também o outro, o lado da generosidade e da empatia pelo problema alheio”, relata.
Lúcia Mota, que é mãe de Beatriz, diz que tem recebido nos manifestos, muito amor e solidariedade. “É bonito ver as pessoas brigando por uma causa justa. Eu costumo dizer que a gente está em guerra desde o dia 10 dezembro Ainda não consegui sair daquele momento. Pelo que a gente tem acompanhado, foi acrescentado mais agentes de polícia na causa. Não tenho dúvida que a cobrança de uma população é muito forte e toda essa mobilização do Vale do São Francisco ajudou para que o Governo do Estado de Pernambuco perceba também a grande dificuldade nas investigações”, argumenta.
As pessoas que queiram contribuir com a Campanha podem enviar os vídeos para página“Beatriz Clama por Justiça'. Já as informações podem ser encaminhados pelo Disque-Denúncia nos contatos: (81) 3421-9595 ou (81) 331193015 e para enviar vídeos e fotos podem ser encaminhadas por WhatsApp (87) 98137-3902.      (Juliane Peixinho Do G1 Petrolina)
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