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Força Nacional vistoria suspeitos nas ruas de Fortaleza Foto: Reprodução / G1 CE

As polícias do Ceará montaram uma força-tarefa para tentar frear a onda de ataques no estado, que destruiu dezenas de ônibus, carros e prédios públicos desde quarta-feira (2). No entanto, mesmo com o reforço da Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, foram registrados oito ataques: dois em Fortaleza contra um posto de combustível e uma torre policial, na noite de sábado, e seis contra veículos, banco, prédios públicos e uma base de telefonia em cidades do interior neste domingo (6). Em todo estado, chegou a 98 o número de ações criminosa desde o início da onda de violência.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, 103 pessoas foram capturadas por envolvimento nos crimes desde quarta-feira. Desse total, 53 detenções ocorreram neste sábado, após a chegada da Força Nacional.

Na capital, foi registrado um ataque a um posto de observação da Guarda Municipal por volta de 19h de sábado (5). Dois suspeitos em uma motocicleta passaram atirando contra o posto policial. Nenhum agente de segurança ficou ferido. Criminosos também incendiaram duas bombas de combustível e duas salas do escritório em um posto de gasolina na rodovia BR-116, no Bairro Messejana. Já no interior, dois caminhões foram queimados no pátio da prefeitura de Barroquinha, norte do estado.

Na madrugada do domingo (6), um prédio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) foi incendiado no município de Marco, na região norte do estado. Em Acaraú, a sede da prefeitura foi alvo de ataques e teve ônibus destruídos. Outro ataque foi registrado no município de Jijoca de Jericoacoara, onde criminosos atearam fogo em um estacionamento utilizado pela prefeitura. Dois veículos, um ônibus e um carro de passeio foram atingidos pelas chamas.

Por volta das 7h deste domingo (6), uma agência bancária foi atacada com tiros e incendiada. O fogo foi controlado e não houve maiores danos ao prédio. Além disso, os criminosos explodiram uma base de telefonia na cidade de Limoeiro do Norte. Devido ao ataque, o municípios e outras cidades da região ficaram sem telefonia móvel, conforme a polícia.

De acordo com o secretário da Segurança do Ceará, André Costa, a polícia reforçou as blitze com apoio da Força Nacional. Foram realizadas vistorias a motoristas e motociclistas em diversos pontos da Grande Fortaleza. "A medida se baseia, principalmente, no fato de boa parte dos crimes serem cometidos por indivíduos a bordo de veículos automotores."

Reforço na segurança

Os veículos da Força Nacional deixaram o Centro de Formação Olímpica, em Fortaleza, onde os servidores estão alojados, às 19h42 (20h42, no horário de Brasília) deste sábado.



"Contamos com reforço de 300 homens da Força Nacional com 30 viaturas; e 100 policiais militares da Bahia chegam amanhã. A PRF enviou 50 policiais do Núcleo de Operações Especiais dos Estados e um helicóptero, com duas equipes de apoio aéreo e equipamento de busca noturna", afirmou o secretário da Segurança do Ceará, André Costa.

"São 15 viaturas a mais e um incremento de mais de 200% no policiamento rotineiro da PRF. Além disso, contamos com todas as forças de segurança pública do Estado. Estamos mobilizados para atuar e realizar pronta-resposta em todo o Estado", completou.

Onda de ataques

Desde quarta-feira (2), foram mais de 90 ataques em 27 cidades do Ceará. Bandidos queimaram veículos do transporte público; carros de particulares e concessionárias; e atacaram prédios como bancos, delegacias e prefeituras.

Uma bomba foi explodida na coluna de um viaduto na BR-020, em Caucaia, mas o equipamento passou por obras e não corre o risco de desabar. Devidos aos ataques, os ônibus deixaram de circular na tarde de sábado, e o comércio registrou baixa movimentação nos últimos dias.

Motivação dos crimes

O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou neste sábado que a sequência de ataques no estado são uma tentativa de fazer com que as forças de segurança "recuem" das "medidas fortes" que têm adotado contra os criminosos.

"As forças de segurança do nosso estado, que têm se doado noite e dia para combater o crime, especialmente neste momento em que o Estado do Ceará toma medidas duras e necessárias de combate ao crime organizado", afirmou o governador.

"Esse tem sido justamente o motivo desses atos criminosos: fazer com que o Estado recue dessas medidas fortes, o que não há nenhuma possibilidade de acontecer", completou. Leia a íntegra da mensagem abaixo.

O secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, havia afirmado que iria fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios e acabar com a divisão de facções nos presídios no Ceará. A afirmação foi o estopim para a ordem dos ataques, conforme o presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa. As informações são do G1 CE.

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