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Tabletes de cocaína e armamento foram apreendidos com dupla em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

O policial militar reformado Mario Marcio da Silva, de 44 anos,flagrado pela Polícia Federal com 968,69 kg de cocaína e R$ 1.020.650 em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi transferido ao presídio militar Romão Gomes, informou a corporação nesta sexta-feira (8). O preso é investigado por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Silva foi alvo de uma operação federal que resultou interceptação de um caminhão-baú conduzido por ele e que transportava tabletes de cocaína escondidos em um fundo falso. Em um imóvel que o policial mantinha próximo à orla do Tortuga, as equipe ainda encontraram o dinheiro em espécie, um fuzil, pistolas e um bunker (sala segura) inacabado.

Logo após a conversão do flagrante em prisão preventiva (tempo indeterminado) pela Justiça Federal em Santos (SP), a defesa de Mario solicitou habeas corpus em instância superior. O desembargador federal Mauricio Kato indeferiu o pedido, mas determinou que ele fosse transferido a um quartel do Comando da Polícia Militar na região.

"Contudo, anoto que há risco iminente de morte, caso o paciente, policial militar da reserva, continue encarcerado em estabelecimento comum, sendo de rigor que a custódia ocorra em estabelecimento adequado à proteção da vida do paciente", escreveu o desembargador na decisão. O investigado estava detido na Penitenciária I, em São Vicente (SP).

O 6º Comando de Policiamento do Interior, responsável pela região da Baixada Santista, informou que o recebeu durante o carnaval, conforme determinação, mas imediatamente solicitou à justiça a transferência "por falta de estrutura ideal para acomodação do preso". Mario foi levado ao Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, na quinta-feira (7).

O advogado que o defende, Davyd Castro Muniz, declarou que o cliente afirma inocência, mas que somente vai se pronunciar sobre o caso no processo. Mario Marcio da Silva foi policial militar por uma década em Mato Grosso do Sul, onde alcançou a patente de sargento. Em 2013, conforme informações daquele estado, ele entrou para a reserva.
Investigação

Além do policial, o caseiro José Oliveira da Silva, de idade não informada, também foi preso em flagrante na ocasião da deflagração da operação. Ele foi encontrado no imóvel de luxo onde estava o material ilícito, rua Professor Noe de Azevedo, a uma quadra da orla do Tortuga, e permitiu a entrada dos policiais federais que realizaram as buscas.

No imóvel, de propriedade de Mario, o dinheiro foi encontrado dividido entre um quarto e o sótão. Na mesma casa estavam sinalizadores marítimos, sacos estanque, boias e balões. Os policiais ainda depararam-se com um compartimento semelhante a um bunker inacabado nos fundos da residência e que serviria para esconder os ilícitos.

Todo o material localizado e posteriormente apreendido reforçou os indícios de que ambos estavam envolvidos em um esquema de narcotráfico internacional. A ação desarticulada visava despachar a droga para outros países por meio de navios que fazem escala no Porto de Santos, distante 15 quilômetros do local da operação.
Diferentemente do policial reformado, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Criminal Federal em Santos, converteu o flagrante do caseiro em prisão temporária (válida por 30 dias). O entendimento é que o aprofundamento das investigações poderá determinar a real participação dele no esquema. As defesas são as mesmas e optaram não falar. As informações são de José Claudio Pimentel, G1 Santos.

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