Slider[Style1]

Style10

Style3[OneLeft]

Style3[OneRight]

Style4

Style2

Style6

Style5[ImagesOnly]

janete Simões de 45 anos faleceu e teve os dois rins doados em Petrolina — Foto: Jane Simões/Arquivo pessoal



Nesta sexta-feira (27) é o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. Para a comerciante Jane Simões, a data é marcante, ela relembra um dos momentos mais difíceis da sua vida, a morte da sua única irmã, Janete Simões. E também, o momento em que precisou tomar uma decisão importante, autorizar a doação dos órgãos da irmã.

O transplante ajudou a salvar ou prolongar a vida de outras duas pessoas. São atitudes como essa que fazem da cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a sexta cidade brasileira que mais realiza doações. Até agosto deste ano, já foram doados 115 órgãos.

A auxiliar administrativo Janete Simões de Souza tinha 45 anos quando realizou uma cirurgia para a troca da válvula mitral do coração. Ela teve uma complicação no pós-cirúrgico, o que resultou em um derrame. Após cinco dias, foi confirmada a morte cerebral. A família autorizou e dois rins foram doados no dia 05 de abril.

De acordo com Jane, fazer a doação dos órgãos da irmã foi uma forma de agradecimento à aqueles que a ajudaram durante todo o processo. "Quando minha irmã precisou fazer a cirurgia, fomos informados que ela precisaria de doações de sangue. Apareceram vários doadores, mas ela acabou nem precisando das doações. Eu fiquei muito grata e comovida", contou.

Apesar de não ter conhecimento das pessoas que foram beneficiadas com os órgãos da irmã , Jane disse que o que restou foi o sentimento de gratidão. "A gente não salvou a vida da minha irmã, mas duas pessoas tiveram as vidas de volta. Teve gente que não gostou", disse.

Eu fui criticada na época, mas eu acho que fiz o que era certo.

Doação de órgãos pós-morte

A doação pós-morte apenas pode ser realizada por autorização da família, depois da confirmação do falecimento pelo diagnóstico de morte encefálica. Segundo a gerente da Organização de Procura de Órgãos (OPO), a enfermeira Évora Leal, é um processo seguro e legal. “Cada doador pode salvar de quatro a cinco vidas, e esse é um grande gesto de generosidade", destacou.

Doar órgãos é doar vidas

Apesar de Petrolina ter alcançado a marca de 115 doações até agosto, muitas famílias ainda são resistentes e não autorizam a doação pós-morte. Em 2018, foram realizados 52 diagnósticos de morte encefálica viáveis para doação de órgãos; destes 42 foram doadores, mediante autorização familiar, e dez negados.

No mesmo período, em 2019, foram confirmados 47 mortes encefálicas com viabilidade dos órgãos para captação e transplante, com 35 aceitos para doação e 12 negados. Embora, seja visível a diminuição de casos de morte encefálica, quando comparados 2018 e 2019, o índice de efetividade de doação baixou de 80,7% para 74,4%. Dentre os motivos estão, a falta de informação, esclarecimento e falsos mitos.

Em Pernambuco, 1.288 pacientes estão na fila de espera por um transplante. Esse número poderia ser menor se mais famílias aceitassem a doação pós-morte. As informações são da Juliane Peixinho / G1 Petrolina.

Sobre Petrolina News

«
Próximo
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Poste um Comentário