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Músicas de cantoras do cenário pop mundial e brasileiro como Beyoncé, Lady Gaga e Anitta fazem parte das coreografias. — Foto: Kenysson Seixas / Arquivo Pessoal

Mulheres de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, encontraram no stiletto dance um estímulo para se sentirem mais confiantes em diversos aspectos da vida. Característico pelo uso de salto agulha nas performances, a dança ensina movimentos leves e sutis com as mãos, pés, ombros e quadris, jogadas com o cabelo, olhares sensuais e marcantes. Além do benefício físico, o estilo também se mostra um grande aliado na luta contra a depressão e na melhora da autoestima.

Há quatro anos, a professora de dança Kamila Alves ministra aulas em estúdios das duas cidades. Ela conta que a dança provoca mudanças perceptíveis no comportamento das mulheres a partir da segunda semana de prática. "Elas já começam a passar batom, a arrumar o cabelo. Falam que na rua passam a andar diferente, com uma postura empoderada. Se sentem mais bonitas e consequentemente começam a usar coisas diferentes".

Com músicas de cantoras do cenário pop mundial e brasileiro como Beyoncé, Lady Gaga e Anitta, a sensualidade é expressada nas aulas e as alunas descobrem outros lados de si. Após o fim de um casamento e seguidos relacionamentos frustrados, a professora Aline Teles, de 27 anos, percebeu suas qualidades.

"Quando eu chegava na aula, colocava o salto, me olhava no espelho e começava a aprender uma coreografia nova, eu ficava: nossa eu sou linda demais, inteligente demais para permitir que essas coisas me derrubem", diz Aline.

A estudante Romana Fiori, de 18 anos, conheceu o stiletto através de uma apresentação de ballet. Decidiu se inscrever em um aulão e há quatro anos faz parte da equipe. Romana estava com depressão e a dança estimulou a luta contra a doença. “Antes eu tinha vergonha de usar algumas roupas, achava que sensualidade era vulgaridade, me achava insuficiente, agora eu já uso roupas que não usaria antes, me sinto melhor em questão de autoestima”.

Em relação a parte física, por ser uma atividade aeróbica, a dança ajuda a perder peso e a modelar o corpo, principalmente os membros inferiores. Para a jornalista Beatriz Braga, mulheres e homens que fazem o stiletto procuram o estilo para se sentirem bem com seus corpos e mentes. "No meu caso, as aulas auxiliaram bastante na minha autoestima e autoconfiança. Eu senti uma evolução muito grande porque agora me sinto muito mais segura para dançar em festas, antes eu não tinha essa confiança".

Tantas mulheres unidas com histórias tão diferentes fazem dessas aulas um desafio para a professora Kamila. Ela destaca que sua função é ensinar a dançar, mas, seu principal intuito é fazer com que as alunas se sintam bem. "As vezes é difícil porque a gente fica adaptando muita coisa em relação a didática. Mas, o meu objetivo é esse. É uma satisfação muito grande ver aquelas mulheres mudarem". As informações são do Pedro Miranda e Emerson Rocha / G1 Petrolina.

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