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Hospital Dom Malan. (Foto: Duda Oliveira/ Blog do Carlos Britto)

Uma moradora do Bairro Cosme e Damião, zona norte de Petrolina, teve que dar à luz em sua residência depois de ser mandada embora para casa por duas vezes do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina.

Segundo os familiares da paciente, ela procurou atendimento médico no final da noite de quarta-feira (9) após sentir fortes dores e achar que o nascimento do bebê estava próximo, mas foi encaminhada para casa.

Na manhã do dia seguinte (10), a gestante voltou a procurar o HDM/Imip e lhe disseram mais uma vez que ainda não era hora do seu filho nascer. O trabalho de parto evoluiu e o bebê nasceu por volta das 19h de ontem, na residência da mulher.

Resposta

Em nota, a direção do HDM/Imip disse que a paciente “não deixou de receber assistência em nenhum dos momentos em que procurou o serviço” e explicou que a mulher foi orientada a voltar para casa porque ela estava com o “colo fechado e em falso trabalho de parto”. A nota dá outros detalhes sobre internamento de gestantes em trabalho de parto.
Acompanhem:

O Hospital Dom Malan/Imip de Petrolina informa que a paciente em questão deu entrada dia 9 no serviço com o colo fechado e em falso trabalho de parto, sendo orientada a voltar para casa e procurar a unidade materno-infantil após o início das contrações.

No dia 10, pela manhã, ela voltou ao HDM e, após avaliação clínica, constatou-se que ela estava com apenas 1 cm de dilatação. Ela deveria ter retornado se houvesse aumento das dores, diminuição dos movimentos fetais, perda de líquido ou sangue, mas não procurou o serviço e acabou parindo em casa (visto que a evolução do trabalho de parto é imprevisível).

De acordo com a rotina do hospital, o internamento é indicado para mulheres com trabalho de parto ativo, com a média de 3 contrações a cada 10 minutos e duração de cada contração maior que 30 segundos. Essa medida tem como objetivo diminuir o tempo de internação hospitalar e, consequentemente, o risco de infecções.

Em tempo, a direção do hospital ressalta que a referência para partos de baixo risco (como é o caso) é a Maternidade Municipal de Juazeiro, mas a paciente não deixou de receber assistência em nenhum dos momentos em que procurou o serviço.
(Ascom/HDM/Imip) Com informações do Blog do Carlos Britto.

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