Índice da Cesta Básica aponta alta de 57% no preço do feijão em Petrolina

(reprodução)

O custo da cesta básica apresentou inflação de 6,14%, comparando os meses de maio e junho, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a pesquisa realizada pelo colegiado de Economia da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), no acumulado dos últimos doze meses a inflação foi de 13,07%. No mês de maio, o valor da cesta básica ficou em R$ 320,67.
Entre os produtos que tiveram alta estão o feijão, o leite, café e o arroz. Houve redução no valor da manteiga. No caso do leite o preço subiu devido a entressafra e aumentos de custos de produção nas principais praças produtoras. Com o arroz houve uma baixa oferta, ocasionada pela redução e retenção dos estoques por parte dos produtores, o que forçou a aumentar os preços. Já a produção do café sofreu efeito com um clima desfavorável, que resultou na redução da produtividade.
Assim como correu em outras regiões do país, o que mais influenciou no aumento da cesta básica em Petrolina foi o preço do feijão. A redução da área plantada e efeitos climáticos afetaram negativamente a oferta e a qualidade do grão, causando a elevação dos preços desde o início do ano, com maior alta em junho. Mas, de acordo com o coordenador da pesquisa, João Ricardo, a situação deve ser revertida nas próximas semanas.
“Tivemos um aumento de quase 57% em relação ao mês de maio. O que é interessante nessa questão é que é um aumento que não vai perdurar por muito tempo. Essa é a notícia boa.  Esperamos que já a partir do mês de julho, já na segunda quinzena comece a ter uma redução no preço do feijão, devido a maior da oferta do produto no mercado”, explica João Ricardo.
Para o trabalhador do Vale do São Francisco, que gasta em torno de 36,1% da renda com a aquisição da cesta básica, a dica é pesquisar preços entre estabelecimentos e marcas. “Ainda encontramos uma grande diferença entre os produtos, dependendo do supermercado, do local de compra. As vezes o preço de um mesmo produto, de um estabelecimento para outro pode variar em até 300%. Então, nesse período ainda de preços maiores, é importante a questão de procurar a melhor oferta entre os estabelecimentos comerciais”, destacou João Ricardo. informações da Taisa Alencar / G1 Petrolina.

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